- O estudo do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), em parceria com TozziniFreire e EY, aponta que 55,2% das 364 empresas analisadas não possuem plano de sucessão de CEOs, prática recomendada pelo Código Brasileiro de Governança Corporativa (introduzido em 2016).
- Entre as empresas do Novo Mercado, 49,2% não cumprem a recomendação, e a adesão média às práticas de governança deve chegar a 68,2% em 2025, ainda abaixo do ideal.
- O conselho de administração precisa estar envolvido no planejamento da sucessão, para facilitar transições planejadas ou não; especialistas destacam que liderança alinhada à cultura da empresa aumenta a resiliência.
- A adesão ao Código de Governança, embora tenha avançado 17 pontos percentuais desde 2019, desacelerou; em 2025, as companhias do Ibovespa apresentaram 83,1% de adesão, com quatro atingindo 100%.
- Setores como Comunicações e Tecnologia da Informação apresentam taxas acima de 80% e a pesquisa aponta a importância de monitorar essas métricas para aprimorar a governança e mitigar riscos.
A falta de um plano de sucessão de CEOs é um obstáculo significativo para as companhias abertas no Brasil, conforme revela um estudo do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), em parceria com TozziniFreire e EY. De um total de 364 empresas analisadas, 55,2% não implementam essa prática recomendada pelo Código Brasileiro de Governança Corporativa. O documento, que orienta a elaboração de um plano pelo conselho de administração, foi introduzido em 2016, mas a adesão continua baixa.
Entre as empresas do Novo Mercado, que se comprometem a seguir padrões elevados de governança, 49,2% não cumprem a recomendação de ter um plano de sucessão. A pesquisa destaca que a adesão média às práticas de governança deve alcançar 68,2% em 2025, ainda abaixo do ideal. Essa lentidão no progresso é preocupante, especialmente considerando que a ausência de um plano estruturado aumenta os riscos de transições abruptas na liderança, como já demonstrado por casos recentes que impactaram negativamente as ações das empresas.
Importância do Planejamento Sucessório
O envolvimento do conselho na formulação de um plano de sucessão é vital para garantir uma transição suave, seja ela planejada ou não. Danilo Gregório, do IBGC, enfatiza que “a necessidade de ter uma liderança competente, alinhada aos princípios e à cultura da empresa, é fundamental” para a resiliência organizacional. A pesquisa também revela que muitas empresas tratam a sucessão como responsabilidade da área de recursos humanos, o que limita a visão estratégica sobre o tema.
Fernanda Fossati, da TozziniFreire, reforça que o planejamento é crucial para escolher substitutos que estejam alinhados com os objetivos da companhia. A pesquisa também sugere que o planejamento sucessório ajuda a mitigar riscos e a identificar oportunidades de negócios, conforme destaca Denise Giffoni, da EY.
Avanço nas Práticas de Governança
A adesão ao Código de Governança Corporativa, embora tenha avançado 17 pontos percentuais desde 2019, mostra um ritmo de melhoria desacelerado. Em 2025, as empresas do Ibovespa registraram uma taxa de adesão de 83,1%, com quatro delas alcançando 100%. Setores como Comunicações e Tecnologia da Informação se destacam com taxas superiores a 80%.
Os responsáveis pela pesquisa afirmam que, apesar do progresso mais lento, as empresas continuam a reavaliar e aprimorar suas práticas de governança. A pesquisa aponta que o acompanhamento dessas métricas é essencial para que as empresas possam aprender com as melhores práticas do mercado e melhorar sua gestão.
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