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Ibovespa alcança 154 mil pontos, mas recua após decisão do Copom

Ibovespa fecha em 153.543,46 pontos, 0,16%, após máxima de 154.352,25; 12ª alta; volume R$ 22,4 bilhões; dólar recua; Copom mantém Selic em 15%

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  • Ibovespa encerrou em 153.543,46 pontos, após atingir 154.352,25 pontos no pregão; foram 12 sessões consecutivas de alta, com volume de cerca de R$ 22,4 bilhões, impulsionado por resultados corporativos e pela decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de manter a taxa Selic em 15% por período prolongado.
  • Desempenho do índice contou com resultados positivos de empresas, com destaque para Rede D’Or, que superou expectativas; o indicador segue em alta, refletindo uma trajetória que, segundo o mercado, não tinha sido observada desde 1994.
  • Dólar fechou em leve queda, cotado a R$ 5,3493; o contrato futuro de dólar para dezembro recuou para R$ 5,3770, queda de 0,20%.
  • Copom manteve a Selic em 15% ao ano e sinalizou um período prolongado de juros elevados, o que intensifica o movimento de carry trade e eleva a atratividade de ativos brasileiros para investidores externos.
  • O carry trade envolve pegar empréstimos em moedas com juros baixos para investir em ativos com juros maiores no Brasil; esse cenário externo, aliado à queda do dólar ante moedas de exportação, tem contribuído para o desempenho positivo do mercado brasileiro.

O Ibovespa encerrou a sessão desta quinta-feira, 6 de novembro, em 153.543,46 pontos, após alcançar a marca de 154.352,25 pontos durante o pregão. O índice, que havia registrado 12 sessões consecutivas de alta, foi impactado pela manutenção da taxa Selic em 15% pelo Copom, que sinalizou um período prolongado de juros elevados. O volume financeiro do dia totalizou cerca de R$ 22,4 bilhões.

O desempenho do índice foi impulsionado por resultados corporativos positivos, com destaque para a Rede D’Or, que superou as expectativas. Apesar da leve queda ao final do dia, o Ibovespa mantém uma trajetória de crescimento, refletindo a maior sequência de altas desde 1994. O cenário econômico favorável, que inclui a percepção de atratividade do Brasil para investimentos externos, contribui para essa performance.

Câmbio e Expectativas

O dólar fechou em leve queda, cotado a R$ 5,3493, após a decisão do Banco Central de manter a Selic em 15% ao ano. Essa política monetária rigorosa é vista como um fator que reforça a atratividade do Brasil para investidores internacionais. O contrato futuro de dólar para dezembro também apresentou recuo de 0,20%, encerrando a R$ 5,3770.

Analistas destacam que a manutenção da Selic em níveis elevados elimina as chances de cortes nos juros em um futuro próximo. João Duarte, sócio da One Investimentos, afirmou que o tom “hawkish” do Copom reforça a estratégia de carry trade, onde investidores buscam empréstimos em moedas com juros mais baixos para investir no Brasil, onde os retornos são mais altos.

Esse movimento, aliado à queda do dólar frente a outras moedas, tem sido um fator positivo para o mercado financeiro brasileiro. O cenário externo também colabora, com a moeda norte-americana apresentando perdas em relação a divisas de países exportadores de commodities.

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