- O Índice de Preços ao Produtor caiu 0,25% em setembro ante agosto, oitava deflação consecutiva; o IPP acumula queda de 3,87% no ano e 0,40% em doze meses, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
- Doze das vinte e quatro atividades analisadas registraram queda; químicos recuaram 1,75% e alimentos contribuíram com 0,14 e 0,10 ponto percentual, respectivamente, para o indicador.
- Entre as grandes categorias, bens de capital caíram 0,45%, bens intermediários recuaram 0,60% e bens de consumo subiram 0,29%.
- Murilo Alvim, gerente do IPP, destacou a valorização cambial e a sazonalidade da demanda como fatores que influenciam os preços.
- Os dados indicam continuidade do cenário desafiador para a indústria brasileira, com fraqueza da demanda interna e de insumos, monitorando variações cambiais e sazonalidade nos próximos meses.
O Índice de Preços ao Produtor (IPP) registrou uma queda de 0,25% em setembro em relação a agosto, marcando a oitava deflação consecutiva no setor industrial. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira, dia 7. No acumulado do ano, o IPP apresenta uma queda de 3,87%, com retração de 0,40% nos últimos doze meses.
Doze das 24 atividades industriais analisadas apresentaram queda nos preços. Os setores de químicos e alimentos foram os mais impactantes, com variações negativas de 1,75% e contribuições de 0,14 e 0,10 ponto percentual, respectivamente. O gerente do IPP, Murilo Alvim, comentou sobre a valorização cambial e a sazonalidade da demanda como fatores que influenciaram os preços.
Análise Setorial
Entre as grandes categorias econômicas, os bens de capital tiveram uma redução de 0,45%, enquanto os bens intermediários caíram 0,60%. Em contrapartida, os bens de consumo apresentaram um leve aumento de 0,29%. Alvim destacou que a retração nos preços dos fertilizantes e insumos reflete a fraqueza da demanda no mercado interno, uma vez que muitos produtos já foram adquiridos para a próxima safra.
Os dados demonstram a continuidade de um cenário desafiador para a indústria brasileira, que enfrenta dificuldades tanto na demanda interna quanto em alguns insumos. O impacto das variações cambiais e a sazonalidade das indústrias são fatores que devem ser monitorados nos próximos meses.
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