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Saída da Nippon pressiona a Ternium em questões cruciais da Usiminas

Nippon Steel encerra participação na Usiminas; Ternium passa a deter cerca de 92,9% das ações (71% com voto), sujeito a aprovação do Cade

Como a saída da Nippon pressiona a Ternium sobre questões cruciais da Usiminas | Unidade de produção da Usiminas: cenário instável para a siderurgia amplia os desafios de gestão de grandes empresas (Foto: Divulgação/Usiminas)
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  • Nippon Steel vendeu a última participação na Usiminas para a Ternium, que passa a deter aproximadamente 92,9% das ações, sendo 71% com direito a voto; o acordo foi anunciado em cinco de novembro de 2025 e depende da aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE).
  • A operação fortalece o grupo Techint na América Latina, mas impõe desafios para a Ternium manter o planejamento e o futuro da Usiminas.
  • O presidente da Nippon Steel, Takahiro Mori, afirmou que a decisão visa permitir resposta mais ágil da Usiminas às demandas de descarbonização e à expansão da base produtiva.
  • A Usiminas registrou prejuízo líquido de R$ 3,5 bilhões no terceiro trimestre de 2025, impactada por itens não recorrentes, mas vendeu 1,1 milhão de toneladas de aço e 2,5 milhões de toneladas de minério de ferro.
  • A Ternium, que já controlava 49,5% das ações ordinárias, busca otimizar operações no Brasil; há expectativa de fechamento de capital da Usiminas no futuro para viabilizar investimentos como o projeto Compactos, que mira expandir a vida útil da mina da MUSA, com custo estimado entre US$ 1 bilhão e US$ 1,5 bilhão.

Após mais de 60 anos de participação, a Nippon Steel vendeu sua última fatia na Usiminas para a Ternium, que agora detém aproximadamente 92,9% das ações, sendo 71% com direito a voto. O acordo, anunciado em 5 de novembro de 2025, ainda depende da aprovação do CADE.

A venda fortalece o grupo Techint na América Latina, mas traz desafios para a Ternium, que precisa garantir o futuro da Usiminas. Em comunicado, Takahiro Mori, vice-chairman da Nippon, destacou que a decisão foi tomada para permitir que a Usiminas responda com mais agilidade às demandas de descarbonização e ao fortalecimento da base produtiva.

Desafios e Oportunidades

A Usiminas, que enfrenta um cenário desafiador, reportou um prejuízo líquido de R$ 3,5 bilhões no terceiro trimestre de 2025, impactada por eventos não recorrentes. Apesar disso, a companhia registrou vendas de 1,1 milhão de toneladas de aço e 2,5 milhões de toneladas de minério de ferro. O grupo japonês justificou a venda também pela necessidade de concentrar esforços em mercados considerados prioritários, como América do Norte e Índia.

A Ternium, que já controlava 49,5% das ações ordinárias da Usiminas, agora espera otimizar suas operações no Brasil. Além disso, analistas indicam que há uma possibilidade de fechamento de capital da Usiminas no futuro, o que poderia facilitar investimentos necessários, como o projeto Compactos, que visa estender a vida útil da mina da MUSA.

Impacto no Mercado

O aumento da participação da Ternium pode abrir portas para novos investimentos, com estimativas que apontam um custo de US$ 1 bilhão a US$ 1,5 bilhão para o projeto mencionado. A urgência em avançar com as obras se intensifica à medida que os direitos exploratórios da MUSA expiram em 2029.

A situação da siderurgia brasileira é complexa, com a crescente pressão de importações chinesas e uma demanda interna morna. O futuro da Usiminas e da Ternium será moldado por essas dinâmicas de mercado, exigindo uma gestão eficaz e estratégias inovadoras para garantir a sustentabilidade e o crescimento das operações.

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