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Fim da indústria automotiva como conhecemos aponta nova era segundo executivos

Relatório aponta nova era automotiva: ecossistema mais amplo, alianças com grandes techs, foco em software, mobilidade e serviços; Brasil com política até 2029

O fim da indústria automotiva como conhecemos: executivos do setor apontam nova era | Linha de produção automotiva: montadoras terão que se reinventar para sobreviver nos próximos anos
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  • A indústria automotiva está em transformação; globalmente, 36% dos líderes prevêem revolução no setor nos próximos três anos, enquanto 17% dos entrevistados no Brasil compartilham essa visão, conforme estudo da KPMG com 775 executivos em 22 países.
  • O relatório destaca parcerias estratégicas com empresas de tecnologia e startups, com foco em serviços de mobilidade e software; o sócio da KPMG Ricardo Roa afirma que a sobrevivência das montadoras depende de abraçar um ecossistema além da produção de veículos.
  • O governo brasileiro lançou o Programa Mover, política industrial que vigorará até 2029 e visa incentivar eletrificação e inovação; o estudo aponta investimento público-privado de cerca de R$ 180 bilhões até 2032, though custos tributários e volatilidade cambial permanecem como preocupações.
  • Noventa e sete por cento dos executivos investem fortemente em inteligência artificial (IA) e outras tecnologias para otimizar operações, enquanto setenta e três por cento reestruturam cadeias de suprimentos com foco em produção local.
  • Desafios geopolíticos e regulações criam ambiente complexo; Roa destaca que montadoras que não se adaptarem correm o risco de serem superadas até 2030, destacando a importância de inovação e parcerias para manter competitividade.

A indústria automotiva está prestes a passar por uma transformação significativa, conforme apontam executivos do setor em um estudo da KPMG. Com a crescente demanda por veículos elétricos e a emergência de novas tecnologias, os modelos de negócios tradicionais estão sendo reavaliados. O relatório revela que 36% dos líderes globais preveem uma revolução total no setor nos próximos três anos, embora apenas 17% dos entrevistados no Brasil compartilhem essa visão.

A pesquisa, que ouviu cerca de 775 executivos em 22 países, destaca a importância de parcerias estratégicas com empresas de tecnologia e startups. Ricardo Roa, sócio da KPMG, ressaltou que a sobrevivência das montadoras tradicionais depende da capacidade de se adaptar a um ecossistema que vai além da produção de veículos, incluindo serviços de mobilidade e soluções de software. Apenas 10% dos executivos brasileiros acreditam que suas empresas estão totalmente preparadas para essa mudança.

Novo Cenário Regulatório

O governo brasileiro anunciou a nova política industrial do setor automotivo, o Programa “Mover”, que deverá vigorar até 2029. Essa regulamentação busca incentivar a eletrificação e a inovação, mas desafios como custos tributários e a volatilidade do câmbio ainda preocupam os executivos. O estudo aponta que o Brasil deve receber um investimento de aproximadamente R$ 180 bilhões até 2032, focado em tecnologias emergentes e na transformação do portfólio de produtos.

A pesquisa também revela que 87% dos executivos estão investindo fortemente em inteligência artificial (IA) e outras tecnologias para otimizar operações. Essa mudança é necessária para enfrentar a crescente pressão do consumidor por inovação e sustentabilidade. Além disso, 73% dos entrevistados afirmam que estão reestruturando suas cadeias de suprimentos, priorizando modelos de produção local.

Desafios e Oportunidades

Conflitos geopolíticos e mudanças regulatórias estão criando um ambiente desafiador para a indústria automotiva. No entanto, Roa enfatiza que as montadoras que não se adaptarem correm o risco de serem superadas por novos entrantes até 2030. A pesquisa indica que a transformação do setor não é apenas uma necessidade, mas uma questão de sobrevivência. As empresas devem se concentrar em inovação e parcerias estratégicas para prosperar em um mercado cada vez mais competitivo e dinâmico.

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