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Hapvida cai 40% após queda de 17,6% no ebitda

Ações da Hapvida caem ~41% após 3T25; EBITDA ajustado é R$ 746,4 milhões (-17,6%), sinistralidade em 75,2%, expansão da rede soma 917 leitos (500 operacionais) e 25 unidades ambulatoriais

Segundo os dados do relatório do 3T25 da Hapvida, a sinistralidade caixa avançou para 75,2%
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  • As ações da Hapvida caíram mais de 40% após os resultados do 3T25, com queda de 41,27% por volta das 17h05; o Ibovespa caiu 0,30% no mesmo intervalo.
  • O EBITDA ajustado ficou em R$ 746,4 milhões, desempenho 17,6% menor que o mesmo período do ano anterior; o lucro líquido ajustado foi de R$ 338 milhões, alta de 12,7%.
  • A sinistralidade caixa subiu para 75,2%, aumento de 1,3 ponto percentual frente ao trimestre anterior e 1,4 ponto percentual acima de 2024, reflexo da expansão da rede e de outros fatores sazonais.
  • A Hapvida adicionou 917 leitos no ano, sendo 500 já operacionais, além de abrir 25 unidades ambulatoriais.
  • Analistas do Itaú BBA destacaram que a performance fraca não parece temporária; a empresa avalia possível revisão para baixo das expectativas de mercado e busca equilibrar expansão com eficiência operacional.

As ações da Hapvida enfrentaram uma queda acentuada de mais de 40% nesta quinta-feira, 13 de novembro, após a divulgação dos resultados do terceiro trimestre de 2025. O EBITDA ajustado da operadora foi de R$ 746,4 milhões, representando uma queda de 17,6% em relação ao mesmo período do ano anterior. O lucro líquido ajustado, por sua vez, alcançou R$ 338 milhões, com um aumento de 12,7%.

A desvalorização das ações foi notável, com uma queda de 41,27% registrada por volta das 17h05. Em contraste, o Ibovespa apresentava uma leve baixa de 0,30%. Durante uma teleconferência, a empresa reconheceu que seu desempenho ficou abaixo das expectativas, embora afirmasse estar em uma posição competitiva superior à de muitos concorrentes. Analistas do Itaú BBA destacaram que a “performance fraca” não parece ser resultado de fatores temporários.

Pressões nos Resultados

A sinistralidade caixa da Hapvida subiu para 75,2%, um aumento de 1,3 ponto percentual em relação ao trimestre anterior e 1,4 ponto acima do mesmo período de 2024. Este aumento, segundo a empresa, é reflexo da expansão da rede própria, que pode elevar os custos por beneficiário temporariamente. Também contribuiu para a sinistralidade o inverno mais rigoroso e o aumento de viroses regionais.

No total, a Hapvida adicionou 917 leitos ao longo do ano, dos quais 500 já estão operacionais, além de abrir 25 unidades ambulatoriais. A expansão visa não apenas o controle de custos, mas também a melhoria na experiência do cliente e o crescimento comercial. A empresa acredita que os efeitos negativos da sinistralidade tendem a se dissipar com a maturação da ocupação nas novas estruturas.

A situação atual da Hapvida levanta preocupações sobre a necessidade de uma possível revisão para baixo nas expectativas de mercado, conforme observado pela análise do Itaú BBA. A empresa continua a trabalhar para equilibrar a expansão com a eficiência operacional em um cenário desafiador.

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