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Ibovespa recua com cautela externa e tarifas; alta de commodities freia ganhos

IBC-Br de setembro cai 0,24% e abre espaço para cortes da Selic; tarifas dos EUA em 40% mantidas e IPCA de 2025 em 4,46%

Análise do mercado: Ibovespa opera em baixa com cautela sobre tarifas dos EUA e dados econômicos. IBC-Br e Focus indicam espaço para corte na taxa Selic - Foto: Diana Cheng/Money Times
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  • O mercado financeiro brasileiro mantém viés de baixa nesta segunda-feira, 17 de novembro, com o Ibovespa recuando 0,07% e fechando aos 157.628,08 pontos, em meio a cautela externa e a uma percepção sobre tarifas nos EUA.
  • O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC‑Br) de setembro caiu 0,24% ante agosto, ficando acima do esperado pela mediana das projeções, que era queda de 0,10%.
  • A leitura do IBC‑Br alimenta a percepção de espaço para cortes na taxa Selic, com o IPCA de 2025 reestimado em 4,46%.
  • Nos EUA, a decisão de manter a sobretaxa de 40% sobre produtos não agrícolas e a remoção de 10% em agropecuários aumenta a incerteza, com o payroll de novembro ainda no radar dos investidores.
  • O boletim Focus aponta Selic em 15% neste ano e 12,25% em 2026; bancos operam em baixa, enquanto Vale e Petrobras registram pequenas altas.

O mercado financeiro brasileiro apresenta um viés de baixa diante de um cenário de cautela externa e a manutenção de tarifas elevadas pelos Estados Unidos. Na manhã desta segunda-feira, 17 de novembro, o Índice Bovespa começou a sessão com leve queda, cedendo 0,07%, aos 157.628,08 pontos. O recuo ocorre em meio à expectativa por dados econômicos dos EUA e a divulgação do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br).

O IBC-Br de setembro registrou uma queda de 0,24% em relação a agosto, superando a mediana das projeções, que era de 0,10%. Para Felipe Tavares, economista-chefe da BGC Liquidez, essa queda pode ser interpretada como um sinal positivo, pois sugere um espaço para cortes na taxa Selic. As expectativas sobre a Selic também foram influenciadas pela recente reavaliação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que foi reestimado em 4,46% para 2025.

Tarifas dos EUA e Impacto no Mercado

A decisão do presidente dos EUA de remover a tarifa de 10% sobre produtos agropecuários, mas manter a sobretaxa de 40%, trouxe incertezas ao mercado. Tavares destacou que essa situação pode ter um impacto negativo nas expectativas, já que a Tarifa Moraes só será retirada após a resolução de questões políticas entre os países. A cautela em relação a essas tarifas tem feito os investidores reconsiderarem suas posições.

Além disso, a divulgação do payroll nos EUA, que será feita na quinta-feira, pode alterar as expectativas sobre os juros. Dados mais otimistas, como o aumento do índice de atividade industrial Empire State, que subiu para 18,7 em novembro, indicam um cenário econômico complexo, onde a atividade manufatureira apresenta sinais de recuperação.

Projeções Econômicas

O boletim Focus trouxe revisões nas projeções do IPCA, que agora indicam um aumento moderado nas expectativas de inflação. Apesar da melhora nas previsões para 2025, as taxas de Selic permanecem em 15% para este ano e 12,25% para 2026. Economistas alertam que, embora haja uma desaceleração, isso não necessariamente se traduz em um otimismo generalizado para o futuro da economia brasileira.

Enquanto isso, as ações de grandes bancos operam em baixa, enquanto setores como o de commodities, como Vale e Petrobras, apresentam pequenas altas. O cenário é de expectativa e cautela, com o mercado aguardando os próximos desdobramentos econômicos.

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