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Bradesco supera rivais após virada de Noronha com alta de 64%

Marcelo Noronha, presidente do Bradesco, guia alta de 63,5% das ações neste ano; lucro do 3T chega a R$ 6,21 bilhões e ROE fica em 14,7%, com cortes de juros em 2026

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  • Dois anos após assumir a presidência, Marcelo Noronha implementou ajustes que elevaram 64% as ações do Bradesco em 2025, superando rivais do setor.
  • O lucro líquido do terceiro trimestre ficou em R$ 6,21 bilhões, alta de 19% em relação ao mesmo período do ano anterior, e o retorno sobre patrimônio ficou em 14,7%; a rentabilidade acumulada no ano foi de 28%.
  • A carteira de empréstimos no cartão de crédito para clientes de baixa renda caiu 4%, enquanto para clientes de alta renda avançou 38%.
  • Noronha afirmou que a estratégia de redução de custos e de foco em crédito mais seguro já começa a trazer resultados, com receita de juros crescendo 19% e a carteira de crédito renegociado em declínio.
  • Analistas destacam cautela com valuation curto e volatilidade eleitoral. Espera-se que cortes de juros no início de 2026 impulsionem o crédito e reduzam a inadimplência; JPMorgan classifica as ações como neutras, e Citigroup ressalta a solidez do núcleo de negócios, porém com cautela sobre o crescimento do crédito.

Dois anos após assumir a presidência do Bradesco, Marcelo Noronha implementou ajustes que resultaram em um crescimento de 64% nas ações do banco em 2025, superando a performance de seus concorrentes no setor. O lucro líquido do terceiro trimestre alcançou R$ 6,21 bilhões, uma alta de 19% em relação ao ano anterior, enquanto a rentabilidade aumentou em 28% no acumulado do ano.

As ações do Bradesco se destacaram em um cenário de volatilidade eleitoral e incertezas econômicas. A carteira de empréstimos no cartão de crédito para clientes de baixa renda apresentou uma queda de 4%, em contraste com um aumento de 38% para clientes de alta renda. Noronha afirmou que a estratégia de redução de custos e foco em crédito seguro está começando a dar resultados.

Expectativas e Desafios

Analistas alertam sobre a possibilidade de um valuation curto e a necessidade de cautela. Apesar do crescimento robusto, o retorno sobre patrimônio líquido atingiu 14,7%, um aumento em relação aos 12,4% do ano passado, mas com a expectativa de que o crescimento do crédito deve ser moderado. A receita de juros também cresceu 19%, enquanto a carteira de crédito renegociado continua a diminuir.

Noronha se mostrou otimista em relação ao futuro, prevendo que os cortes nas taxas de juros no início de 2026 poderão impulsionar o crédito e reduzir a inadimplência. No entanto, a volatilidade esperada nas eleições presidenciais pode impactar o mercado. O analista do JPMorgan, Yuri R. Fernandes, classificou as ações como neutras, sugerindo cautela na compra, enquanto Gustavo Schroden, do Citigroup, destacou a solidez do núcleo de negócios do Bradesco, apesar de uma abordagem cautelosa em relação ao crescimento do crédito.

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