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Ex-presidente do BRB manteve repasses ao Master mesmo com alerta do BC

Afastado presidente do BRB manteve repasses ao Master após alerta do Banco Central, em meio a uso de documentos falsos para justificar créditos

Para a PF, a manutenção dos repasses, autorizada por Paulo Henrique Costa, é “indício relevante” de que o BRB buscou salvar o Banco Master
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  • O ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, continuou autorizando repasses ao Banco Master mesmo após alerta formal do Banco Central.
  • A liquidação extrajudicial do Master foi decretada na terça-feira, 18 de novembro de 2025.
  • O BC identificou riscos financeiros relevantes e irregularidades na transferência de 12,2 bilhões de reais, mas os repasses não cesaram.
  • Investigações da Polícia Federal e do Ministério Público Federal apontam que, após o indeferimento do BC, houve a criação de contratos falsos para justificar os créditos.
  • Ao final, o BRB já havia repassado ao Master, desde fevereiro de 2024, cerca de 16,7 bilhões de reais; Costa chegou a alegar surpresa e pediu ações como auditoria independente.

O ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, afastado pela Justiça, manteve a autorização de transferências substanciais para o Banco Master mesmo após alerta formal do Banco Central. A liquidação extrajudicial do Master foi decretada em 18 de novembro de 2025.

Segundo a colunista Malu Gaspar, do O Globo, o BRB teve autorização regulatória para intervir no Master, e o BC identificou riscos financeiros relevantes e irregularidades na transferência de 12,2 bilhões. Mesmo assim, os repasses continuaram.

O Cade chegou a aprovar, em junho, a compra do Master pelo BRB, mas o BC a rejeitou em setembro. A auditoria do BC sinalizou que documentos não comprovavam os créditos envolvidos.

A apuração da PF e do MPF mostrou que as transferências prosseguiram após o indeferimento do BC, com a descoberta de uma prática de emitir títulos de crédito inexistentes para justificar os repasses. Augusto Lima, ex-diretor do Master, foi preso junto com Costa.

Contratos fabricados e operações

A investigação aponta a aquisição de uma empresa de fachada, SX 016, que mudou de nome para Tirreno para criar contratos que validassem créditos de abril e maio deste ano. Costa afirmou ter ficado surpreso ao tomar conhecimento da falsificação.

O último repasse ocorreu em 3 de outubro de 2025, quase um mês após a decisão final do BC. Desde fevereiro de 2024, o BRB já havia repassado ao Master, de Vorcaro, cerca de 16,7 bilhões, segundo a PF.

O BRB sustenta que a continuidade dos repasses era um indicativo de tentativa de salvar o Master. A defesa pediu a prisão preventiva de Costa, mas a Justiça determino apenas o afastamento dele do comando do BRB.

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