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Juros em dígito requer choque fiscal, afirma Campos Neto

Campos Neto afirma que juros de dígito exigem choque fiscal; PIB cai 0,9% no 3º trimestre, com crescimento anual entre 2,1% e 2,2%

Roberto Campos Neto, ex-presidente do BC, elogia trabalho do Banco Central e Galípolo - Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
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  • O ex-presidente do Banco Central afirmou que a chance de queda de juros que efetivamente elevaria produtividade depende de uma Selic de dígito, o que ainda não ocorre, e reforçou a necessidade de um choque fiscal positivo.
  • Disse que a inflação está melhorando, mas permanece acima da meta, e que há espaço para redução de juros no futuro próximo, desde que o ambiente fiscal seja sustentável.
  • Durante o evento Lide Brasil França Fórum, em Paris, o vice‑chairman do Nubank comentou que a economia brasileira deve desacelerar e citou queda de 0,9% do PIB no terceiro trimestre.
  • Foi projetado crescimento anual entre 2,1% e 2,2%, mesmo com a queda trimestral, com o indicador de atividade apontando recuo no período de julho a setembro.
  • Campos Neto destacou que o Congresso tem histórico reformista recente e ressaltou a necessidade de um choque positivo na área fiscal para viabilizar juros de dígito. Com informações da Agência Estadão, Caroline Aragaki, enviada especial.

O ex-presidente do Banco Central afirmou que há expectativa de flexibilização monetária, mas que uma redução de juros efetiva exigiria uma Selic de dígito e um choque fiscal positivo. A inflação tem apresentado melhora na margem, porém permanece acima da meta, enquanto o mercado de trabalho segue relativamente apertado.

Segundo Campos Neto, para cumprir a meta de juros de um dígito será necessário fortalecer o choque fiscal. Ele ressaltou que, apesar das sinalizações de queda de juros no futuro, ainda não há espaço imediato, diante de pressões inflacionárias.

Durante o Lide Brasil França Fórum, em Paris, o vice-chairman do Nubank reiterou que o Brasil deve enfrentar desaceleração econômica. Ele citou a queda de 0,9% do PIB no terceiro trimestre e projetou crescimento anual entre 2,1% e 2,2%.

Perspectivas e desdobramentos

O executivo destacou que o Congresso brasileiro tem mostrado um perfil reformista recente. Sobre o cenário fiscal, repetiu a necessidade de um choque positivo para viabilizar juros de dígito, apontando como condição para maior espaço de manobra monetária.

As informações são da Agência Estadão, com linha especial de Caroline Aragaki, enviada especial.

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