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Desemprego no Brasil cai para 5,4% e atinge mínima histórica

Desemprego fica em 5,4% no trimestre encerrado em outubro, menor da série; ocupados atingem recorde de 102,555 milhões, com sinais de moderação no mercado de trabalho

A taxa de desemprego bateu mínima histórica
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  • Taxa de desemprego ficou em 5,4% no trimestre encerrado em outubro, menor patamar da série histórica do IBGE.
  • Número de desocupados somou 5,910 milhões, recuo de 3,4% frente ao trimestre anterior.
  • Partes empregadas atingiram 102,555 milhões, recorde, com 39,182 milhões com carteira assinada.
  • Renda média real foi de R$ 3.528 no trimestre até outubro, alta de 0,8% frente ao trimestre até julho e 3,9% ante o mesmo período de 2024.
  • Indicadores sugerem moderação gradual no mercado de trabalho, apesar de o emprego formal manter-se aquecido; Banco Central mantém a Selic em 15% ao ano.

O desemprego no Brasil caiu para 5,4% no trimestre encerrado em outubro, conforme a PNAD Contínua do IBGE, divulgada nesta sexta-feira. O resultado aponta o menor nível histórico da série e indica um mercado de trabalho ainda aquecido, apesar de sinais de moderação.

No total, há 5,910 milhões de desocupados, queda de 3,4% ante o trimestre anterior e 11,8% frente a igual período de 2024. O ritmo de queda desacelerou, mas o contingente de pessoas sem emprego permanece em patamar baixo para a série. A população ocupada ficou em 102,555 milhões, recorde.

O número de pessoas com carteira assinada no setor privado atingiu 39,182 milhões, alta de 0,2% frente ao trimestre até julho, segundo os dados. O contingente sem carteira de trabalho somou 13,605 milhões, alta de 1,0% no mesmo comparativo.

A renda média real avançou 0,8% em relação ao trimestre anterior, para R$ 3.528, e 3,9% na comparação anual, evidenciando pressão de demanda por salários com a operação monetária ainda restritiva. O Banco Central mantém a Selic em 15% ao ano para conter a inflação.

Analistas destacam que o mercado de trabalho segue aquecido, mas com sinais de desaceleração gradual da criação de empregos e da ocupação. A leitura aponta que o emprego com carteira continua em patamar elevado, contribuindo para a queda da taxa de desemprego, mesmo diante de uma atividade econômica mais contida.

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