- O governo acelerou negociações com os Estados Unidos para reduzir tarifas de até cinquenta por cento sobre produtos brasileiros exportados.
- O tarifaço atinge vinte e dois por cento das exportações brasileiras ao país, principalmente máquinas e equipamentos.
- Oito dos dez produtos norte‑americanos mais vendidos ao Brasil têm tarifa zero, conforme o vice‑presidente Geraldo Alckmin.
- O governo pretende excluir mais itens da tarifa e ampliar ganhos recíprocos, mantendo diálogo com os EUA e mirando acordo entre Mercosul e União Europeia até 20 de dezembro.
- Dados de outubro mostram exportações em alta e desemprego em cinco vírgula quatro por cento no trimestre encerrado em outubro.
Na sexta-feira, 28, o governo brasileiro informou que pretende acelerar as negociações com os Estados Unidos para reduzir tarifas de até 50% sobre produtos nacionais. Segundo o vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin, o objetivo é excluir mais itens da lista com tarifas elevadas, ampliando ganhos recíprocos em comércio exterior.
Alckmin destacou que, embora haja tarifas altas para alguns produtos, oito dos dez itens que os EUA vendem hoje ao Brasil têm tarifa zero, e a tarifa média fica em 2,7%. A meta é acelerar o processo para ampliar exportações e investimentos entre os dois países.
A cerimônia ocorreu durante a inauguração da delegacia cibernética do Inmetro, ocasião em que o ministro ressaltou o direcionamento do governo de manter o diálogo com Washington. O anúncio traz expectativa de aumento nas exportações brasileiras.
Mercosul e mercado externo
O governo também sinalizou novo impulso para o acordo entre Mercosul e União Europeia, com dados recentes de exportações em alta e queda histórica do desemprego.
Segundo Alckmin, as exportações brasileiras cresceram 9,1% em outubro, mesmo diante do tariffário. O IBGE informou que a taxa de desemprego ficou em 5,4% no trimestre encerrado em outubro, nível recorde recente. Essas informações foram divulgadas nesta sexta-feira.
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