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Correios aprovam empréstimo de 20 bilhões em meio a prejuízo histórico

Conselho aprova empréstimo de 20 bilhões com garantia da União e envio à STN; prejuízo de 6 bilhões em 2025 sustenta plano de recuperação em três fases

Prejuízo dos Correios atingiu R$ 6 bilhões em 2025, quase o triplo do ano anterior. (Foto: Pablo Le Roy/Ministério das Comunicações)
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  • Conselho de Administração dos Correios aprovou empréstimo de R$ 20 bilhões com garantia da União, com envio de documentação à Secretaria do Tesouro Nacional (STN) para análise.
  • Empréstimo envolve Banco do Brasil, Citibank, BTG Pactual, ABC Brasil e Safra; Caixa Econômica Federal ficou de fora das tratativas.
  • Termos financeiros ainda não detalhados; custo aproximado de 136% do CDI; redução de exigências ajudou a aprovação interna.
  • Prejuízo de R$ 6 bilhões registrado entre janeiro e setembro de 2025, com queda de receita e aumento de despesas com precatórios e RPVs.
  • Plano de recuperação em três fases: estabilização com uso do empréstimo, 2026-2027 modernização e reestruturação, e a partir de 2027 parcerias estratégicas para ampliar a competitividade.

O Conselho de Administração dos Correios aprovou a contratação de um empréstimo de 20 bilhões de reais, com garantia da União, para reestruturar financeiramente a estatal. A operação integra o plano de reestruturação de curto prazo da empresa.

A protocolização já está em estágio anterior à assinatura: o texto foi encaminhado à Secretaria do Tesouro Nacional (STN) para análise e aprovação, com o respaldo do Tesouro, o que reduz o risco de inadimplência para os bancos envolvidos. As condições finais ainda não foram detalhadas pela companhia.

Segundo o jornal, um grupo de cinco bancos participou da negociação: Banco do Brasil, Citibank, BTG Pactual, ABC Brasil e Safra. A Caixa Econômica Federal havia participado das etapas iniciais, mas não integrou a linha de crédito final.

Situação financeira e custos

Entre janeiro e setembro de 2025, os Correios registraram prejuízo de cerca de 6 bilhões de reais, o triplo do registrado no mesmo período de 2024. A queda da receita, principalmente nos serviços internacionais, eleva despesas operacionais e passivos trabalhistas.

A receita líquida recuou de 14,1 bilhões para 12,3 bilhões de reais; gastos com precatórios e RPVs passaram de 483,6 milhões para 2,1 bilhões. O cenário reforça a necessidade de liquidez para manter operações e cumprir obrigações.

Plano de recuperação

O empréstimo será utilizado para estabilizar a liquidez, segundo o plano de recuperação em três fases. A segunda fase, prevista para 2026-2027, inclui modernização tecnológica e reestruturação de unidades. A etapa final, a partir de 2027, foca em parcerias estratégicas e competitividade no mercado logístico. A empresa manterá os canais institucionais para divulgar as informações.

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