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Correios registram prejuízo de 6 bilhões de reais em 2025

Correios registram prejuízo de R$ 6 bilhões em 2025 até setembro; plano de recuperação antecipa captação de até R$ 20 bilhões com bancos.

Correios têm prejuízo de R$ 6 bilhões de janeiro a setembro de 2025, quase o triplo do registrado no mesmo período do ano passado. (Foto: Marcelo Andrade/Arquivo/Gazeta do Povo)
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  • O prejuízo acumulado em dois mil e vinte e cinco chegou a R$ 6 bilhões até setembro, quase o triplo do registrado no mesmo período de dois mil e vinte e quatro (R$ 2,1 bilhões).
  • A receita caiu, com queda de 12,7% nos primeiros nove meses de dois mil e vinte e cinco em relação a dois mil e vinte e quatro, principalmente por menor desempenho do segmento internacional; as despesas aumentaram de R$ 3,1 bilhões para R$ 4,8 bilhões no mesmo período.
  • No terceiro trimestre, o prejuízo foi de R$ 1,6 bilhão, ante R$ 785,5 milhões no mesmo intervalo de dois mil e vinte e quatro; no primeiro semestre, o déficit somou R$ 4,3 bilhões.
  • Os gastos com precatórios e Requisições de Pequeno Valor subiram de R$ 483,6 milhões em dois mil e vinte e quatro para R$ 2,1 bilhões em dois mil e vinte e cinco, devido ao aumento de decisões judiciais, principalmente trabalhistas.
  • Em setembro, o Conselho aprovou a indicação de Emmanoel Schmidt Rondon para a presidência; o plano de recuperação foi aprovado em vinte e um de setembro, e a estatal busca captar R$ 20 bilhões com um consórcio de bancos até o fim do mês.

Os Correios apresentaram prejuízo acumulado de 6 bilhões de reais até setembro de 2025, frente a 2,1 bilhões no mesmo período de 2024. O resultado no primeiro semestre foi de 4,3 bilhões negativos, e no terceiro trimestre o prejuízo ficou em 1,6 bilhão, ante 785,5 milhões no mesmo intervalo de 2024. A tesouraria sofreu com queda de receita e aumento de despesas.

A receita líquida de vendas e serviços caiu 12,7% nos primeiros nove meses de 2024 para 2025, passando de 14,1 bilhões para 12,3 bilhões. As despesas gerais e administrativas subiram de 3,1 bilhões para 4,8 bilhões no mesmo recorte. O volume de encargos com precatórios e RPVs subiu de 483,6 milhões para 2,1 bilhões, refletindo decisões judiciais, principalmente trabalhistas.

O que levou aos números negativos foi a redução da receita, especialmente no segmento internacional, aliada ao aumento de custos com pessoal, devido ao reajuste salarial de 4,11% no acordo 2024/2025 e ao PDV de 2024. A universalização de serviços postais eleva rigidez de custos, já que a empresa atende a todos os municípios, independentemente da demanda.

Plano de recuperação

Em setembro, o Conselho de Administração indicou Emmanoel Schmidt Rondon para a presidência. O plano de recuperação foi aprovado no dia 21 de setembro. A estatal busca, ainda, captar 20 bilhões de reais com um consórcio de bancos até o final deste mês para financiar a reestruturação. A empresa pretende fortalecer a eficiência operacional e a competitividade, especialmente em logística, onde enfrenta competição de privados mais dinâmicos.

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