- Revolut e Banco Plata devem iniciar operações no primeiro semestre do próximo ano no México.
- Nubank planeja tornar-se banco ainda em 2026.
- Mercado Pago aguarda aprovação regulatória para licença.
- Klar comprou a unidade digital Bineo, do Grupo Financiero Banorte, para acelerar a obtenção da licença.
- O mercado fintech mexicano continua competitivo com bancos tradicionais (BBVA, Santander, Banorte), em meio a um processo regulatório longo e caro para novas licenças.
A ofensiva digital acelera no México, onde fintechs com licenças bancárias recém-concedidas prometem ampliar a disputa por contas-salário entre classe média. Revolut e Banco Plata devem iniciar operações no 1º semestre do próximo ano. Nubank mira tornar-se banco ainda em 2026. Mercado Pago aguarda aprovação regulatória para entrar no mercado mexicano.
A Klar fechou a compra da unidade digital Bineo, do Grupo Financiero Banorte, para obter rapidamente a licença bancária. Juntas, essas iniciativas aumentam a pressão sobre BBVA, Santander e Banorte para se modernizarem e reduzirem taxas, diante de concorrência de fintechs locais.
O México mantém um ambiente regulatório longo e caro para licenças. Em 2023, havia 52 licenças ativas, e o processo pode levar anos, segundo especialistas ouvidos pela Bloomberg. A Deloitte ressalta que a exigência aumenta a segurança para consumidores e instituições.
Mercados de crédito, poupança e pagamento devem ganhar com a disseminação de contas-salário, consideradas chave para ampliar produtos financeiros. Dados do país indicam crescimento de contas de depósito, com saldo médio de cerca de US$ 2,65 mil em 2023, impulsionado por bancos tradicionais e fintechs.
O Nubank e a Revolut cresceram rapidamente em outros mercados e chegam ao México com forte valuation. A Nubank, listada na NYSE, tem valor estimado próximo de US$ 84 bilhões; a Revolut, em rodada recente, chega a US$ 77 bilhões, segundo análises.
Analistas destacam que o ecossistema mexicano traz desafio regulatório, infraestrutura desigual e concorrência com bancos locais. Juan Miguel Guerra, CEO da operação mexicana da Revolut, afirma que o país pode escrever o capítulo-chave da banca digital global nos próximos anos.
Entre os clientes, Mitzi Martínez, moradora da Cidade do México, descreve a adoção de fintechs como prática para investimentos e gestão de renda. Ela aponta a variedade de serviços como fator que pode confundir consumidores novatos.
Indentidade regulatória e adoção de tecnologia serão decisivas para o desempenho das novas operações. Enquanto a demanda por inclusão financeira cresce, o México se destaca pela presença de serviços digitais que visam ampliação de acesso a crédito, pagamentos e poupança.
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