- Em 2014, seis a cada dez beneficiários do Bolsa Família deixaram o programa nos dez anos seguintes; a maior saída ocorreu entre adolescentes de 15 a 17 anos, com 71,25%.
- Entre quem tinha 11 a 14 anos em 2014, a saída foi de 68,80%; entre quem tinha até 4 anos, 41,26%.
- O estudo Filhos do Bolsa Família, da Fundação Getulio Vargas em parceria com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, analisa a segunda geração do programa criado em 2003, destacando condicionalidades de saúde e educação como motor de mobilidade social.
- No Novo Bolsa Família, entre 2023 e 2025, 31,25% dos beneficiários já não estavam no programa em outubro de 2025; entre jovens de 15 a 17 anos, a saída foi de 42,59%.
- Entre os que saíram, 28,4% tinham vínculo formal de emprego dez anos depois e 52,67% deixaram o CadÚnico; o estudo ressalta evolução socioeconômica e medidas como o programa Acredita para apoiar a transição para o trabalho.
Entre 2014 e 2025, estudo da FGV e do MDS mostra que a maioria dos beneficiários do Bolsa Família saiu do programa ao longo das décadas seguintes. A pesquisa analisa a segunda geração do benefício, criada em 2003, com foco em condicionalidades de saúde e educação.
O levantamento aponta que de cada dez pessoas que recebiam o benefício em 2014, seis deixaram a transferência ao longo de dez anos. Entre jovens de 15 a 17 anos, a saída chega a 71,25%. Faixa de 11 a 14 anos fica em 68,80% e quem tinha até 4 anos, 41,26%.
A pesquisa ressalta que a saída não significa desproteção. Em 2025, para a atual versão Novo Bolsa Família, 31,25% dos beneficiários de início em 2023 já não estavam mais no programa em outubro de 2025, com 42,59% dos jovens de 15 a 17 anos tendo saído no mesmo período.
Novo Bolsa Família e mudanças no programa
O estudo vincula as saídas à melhoria econômica e educacional, além de alterações de regras de proteção e ao Programa Acredita, que oferece microcrédito para empreendedores de baixa renda. A inovação busca facilitar a transição para o mercado de trabalho sem perder proteção imediata.
Entre os fatores que influenciam a permanência ou saída, a escolaridade dos pais é apontada como determinante. Pais com maior acesso à educação tendem a romper a pobreza intergeracional, contribuindo para menor necessidade de assistência futura.
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