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China mantém estímulo fiscal para sustentar crescimento no próximo ano

Líderes chineses prometem política fiscal pró-ativa no próximo ano para estimular consumo e investimento, com déficit estável e aumento da emissão de dívida

Vista de Pequim, na China
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  • Líderes chineses prometeram manter uma política fiscal “proativa” no próximo ano, para estimular consumo e investimento.
  • A meta de crescimento permanece em cerca de 5%, com déficit próximo ao nível atual e maior emissão de dívida.
  • Detalhes oficiais devem sair apenas em março, na sessão anual do Congresso Nacional do Povo (NPC).
  • A promessa foi publicada pela agência de notícias estatal Xinhua, após a Conferência Central de Trabalho Econômico, realizada em 10 e 11 de dezembro.
  • Analistas esperam um estímulo fiscal mais forte, mas há dúvidas sobre a mudança de um modelo orientado à produção para um modelo mais baseado em gastos das famílias.

A China adotará uma política fiscal “proativa” no próximo ano, com o objetivo de estimular consumo e investimento e manter o crescimento próximo de 5%. A promessa foi veiculada pela agência estatal Xinhua.

A indicação de estímulo fiscal foi publicada após a Conferência Central de Trabalho Econômico, realizada em 10 e 11 de dezembro, pela liderança do Partido Comunista. Detalhes oficiais sobre metas e instrumentos devem ser divulgados apenas em março, durante a sessão do Parlamento Popular.

Segundo analistas, o foco conjunto em consumo e investimento aponta para um equilíbrio entre manter o crescimento e sustentar a demanda interna, mesmo diante de pressões inflacionárias e riscos deflacionários.

A percepção de um estímulo fiscal mais robusto no próximo ano sugere a continuidade da política de apoiar a demanda, mantendo o déficit próximo dos níveis atuais e ampliando a emissão de dívida, conforme expectativas de especialistas.

Entre as metas ainda não divulgadas, há a projeção de crescimento em torno de 5% e a definição de parâmetros para o déficit orçamentário e a emissão de títulos, que devem ser formalizados na preparação do Plano Nacional de Desenvolvimento.

Economistas ressaltam que o regime busca sustentar o crescimento no curto prazo sem abandonar o modelo orientado à produção, o que pode manter o risco de desequilíbrios estruturais de longo prazo caso o consumo não ganhe espaço suficiente.

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