- A Investment Association, que administra ativos de £10 trilhões, alertou as maiores empresas britânicas listadas para evitar usar benchmarking como justificativa única para grandes aumentos salariais de executivos.
- A associação pediu que as comissões de remuneração apresentem racionales bem fundamentados, com ligação forte entre remuneração e desempenho, indo além da prática de mercado.
- Não houve nomes específicos, mas a IA disse que algumas justificativas apresentadas eram genéricas e citavam competitividade ou atração/retenção de talento sem informações adicionais.
- Com 350 grandes empresas preparando seus relatórios anuais, o foco é demonstrar uma relação clara entre desempenho e remuneração.
- Analistas apontam que o benchmarking está enraizado no FTSE 350 e pode exigir mudanças mais profundas, já que as votações dos investidores continuam com barreiras altas para recusar pacotes de remuneração.
A Investment Association (IA) alertou as maiores empresas britânicas listadas contra o uso de argumentos padronizados para justificar grandes aumentos salariais de executivos. A mensagem veio por meio de a carta anual da IA, que representa ativos de cerca de 10 trilhões de libras.
A IA afirmou que o benchmarking isolado não é suficiente para embasar reajustes de remuneração. Ao invés disso, os comitês de remuneração devem apresentar racionalização bem fundamentada e ligação clara entre salário e desempenho.
Entre os signatários da IA estão gestores como Schroders, Legal & General e Aviva. A organização disse que, até o momento, alguns relatos não justificaram adequadamente os aumentos, recorrendo a justificativas genéricas sobre competitividade.
A carta ressalta que, ao comparar com pares, o aumento pode apenas acompanhar o mercado se não houver suporte além da prática de mercado. Os comitês devem explicar decisões além de padrões setoriais.
O foco é que, durante a temporada de apresentações de resultados, as 350 maiores empresas listadas demonstrem forte relação entre remuneração e desempenho. A IA não cita empresas específicas, mas sinaliza expectativas mais rigorosas.
Reação no mercado aponta para um debate maior sobre remuneração. Julia Hoggett, CEO da London Stock Exchange, disse ao Financial Times que companhias britânicas buscam atrair liderança competitiva para enfrentar rivais internacionais.
David Schwimmer, CEO da LSEG, teve remuneração máxima autorizada a chegar a mais de £13 milhões, após aumento aprovado por investidores. Em 2024, seu salário máximo subiu para £13,1 milhões.
Dados de pesquisas indicam que o salário médio de CEOs do FTSE 100 subiu 11% no ano passado, atingindo £6,5 milhões. O incremento supera a média de remuneração de executivos nos EUA.
Andrew Speke, diretor interino do think tank High Pay Centre, elogiou a posição da IA. Ele afirmou que a criação de valor real pelo CEO deve orientar pacotes, não apenas a competição de mercado.
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