- A bolsa brasileira deve encerrar 2025 com alta superior a 30% no ano, apoiada pela expectativa de cortes de juros, desaceleração da inflação e fluxo estrangeiro.
- Analistas do Itaú BBA projetam Ibovespa entre 165 mil e 180 mil pontos em 2026, cerca de 11% acima dos níveis atuais.
- Economistas ouvidos no Boletim Focus apontam Selic em cerca de 12,13% ao fim de 2026; ciclos de cortes costumam favorecer o desempenho da bolsa.
- Principais setores beneficiados devem ser bancos, energia elétrica, saneamento e construção civil, com espaço para small caps.
- Riscos externos incluem tarifas dos Estados Unidos e o ritmo dos cortes de juros domésticos, que podem alterar o fluxo de investimentos e o custo de capital.
O Ibovespa deve fechar 2025 com alta superior a 30%, sustentado pela expectativa de cortes de juros no Brasil e nos EUA, inflação em desaceleração e fluxo estrangeiro robusto. O movimento vem impulsionando setores como bancos, energia elétrica e saneamento.
Analistas do Itaú BBA indicam continuidade da tendência de alta, com projeção para 2026 entre 165.000 e 180.000 pontos, cerca de 11% acima dos níveis atuais. A leitura considera ciclos de queda da Selic e maior apetite a risco.
Projeções para 2026 e riscos
A mediana de estimativas do Focus já aponta Selic em torno de 12,1% ao fim de 2026. Economistas destacam que cortes de juros tendem a reduzir o custo do dinheiro para empresas, apoiando as ações.
Há risco externo com tarifas dos EUA e potencial ritmo menor de cortes domésticos. Investidores podem buscar small caps, que aparecem como oportunidades frente a ciclos de queda na taxa básica, segundo a análise.
Setores e cenário interno
Bancos devem manter balanços sólidos, com crédito em crescimento e inadimplência sob controle. Energia elétrica e saneamento aparecem com boas perspectivas de distribuição e expansão.
Construtoras associadas a habitação popular ganham impulso pelo programa habitacional, fortalecendo demanda e perspectivas de lucro. Fluxos estrangeiros devem permanecer como gatilho-chave para o próximo ano.
Considerações para investidores
Especialistas sugerem manutenção de uma alocação estratégica, com parte em ações para perfis arrojados e ajuste de exposição conforme o portfólio. O momento favorece mudanças, mas exige cautela com eventual volta de volatilidade.
No cenário interno, políticas fiscais expansionistas podem frear cortes de juros em 2026, elevando o custo de capital e pressionando preços. O efeito líquido depende de evolução da inflação e do câmbio.
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