- As casas de dormitório religiosas em Nova York, uma vez uma das opções de moradia mais baratas, hoje praticamente desapareceram, restando algumas instituições como Hephzibah House, Saint Agnes Residence e Menno House.
- Hephzibah House, no Upper West Side, funciona hoje como guest house e não oferece moradia de longo prazo, mas mantém tarifas mais acessíveis e recebe visitas de pessoas interessadas em história e comunidade cristã.
- Saint Agnes Residence, no Upper East Side, é uma instituição católica para cerca de 100 mulheres com quartos simples e áreas comuns, incluindo cozinha e banhos compartilhados.
- Menno House, em Gramercy Park, atende desde 1997 quem busca ministério ou estudo ligado ao movimento Mennonita, oferecendo quartos por $881 por mês e disponibilizando cozinha e jardim compartilhados.
- Há movimentos para ampliar habitação do tipo SRO com apoio de igrejas, como “Yes in God’s Backyard”, e Nova York discute facilitar a construção de SROs novamente, com foco em uso de terrenos e zoneamento.
Hoje, casas de quarto com base religiosa ainda existem em Nova York, mas são raras. Os espaços atuais funcionam como moradias de baixo custo para visitantes e mulheres, mantendo parte da tradição comunitária de décadas passadas.
Entre as opções remanescentes estão a Hephzibah House no Upper West Side, a Saint Agnes Residence no Upper East Side e a Menno House em Gramercy. Essas casas mantêm testemunhos históricos e oferecem moradias acessíveis com compartimentos comuns, mesmo com mudanças de função ao longo do tempo.
Historicamente, casas de moradores eram uma das opções de aluguel mais baratas da cidade. Hoje, o cenário é bem diferente, com o aluguel mediano em Manhattan em patamar elevado. Ainda assim, há interesse em ampliar o modelo SRO, com apoio de igrejas e iniciativas comunitárias.
O movimento de reativar SROs ganha impulso com propostas de uso de terras e mudanças de zoneamento. Em Nova York, há debates sobre como permitir construções de moradia acessível em terrenos pertencentes a instituições religiosas, seguindo exemplos de outras regiões.
Casas como Saint Agnes atendem cerca de 100 mulheres, oferecendo quartos simples, cozinhas compartilhadas e banheiros coletivos. Relatos de residentes destacam sensação de segurança, proximidade de trabalho e a possibilidade de estabelecer raízes temporárias na cidade.
A Menno House, de gestão Mennonite, mantém valores de vida comunitária com uma rotina compartilhada e jardim. O custo mensal de uma vaga fica abaixo de outras opções de habitação na região, contribuindo para a permanência de jovens profissionais e estudantes.
Especialistas e gestores de planejamento urbano veem nas instituições religiosas um ativo subutilizado. A cidade possui grande extensão de terrenos de propriedade religiosa, com potencial para abrigar famílias, jovens e trabalhadores em regimes flexíveis.
Movimentos como Yes in God’s Backyard promovem a liberação de áreas de igrejas para projetos de moradia. Além disso, iniciativas de apoio técnico ajudam igrejas a navegar as complexas regras de desenvolvimento urbano.
Segundo analistas, ampliar o estoque de SROs pode liberar espaço para famílias, ao oferecer opções de moradia para indivíduos solteiros. O objetivo é oferecer escolhas diversas ao longo da vida e reduzir a pressão sobre o mercado de aluguel.
Em síntese, a combinação de legacy histórico, atuação religiosa e novas políticas públicas pode impulsionar a retomada de moradias comunitárias em espaço urbano. A articulação entre igrejas, planos de zoning e iniciativas de financiamento é apontada como caminho viável.
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