- O ministro Dias Toffoli, relator do STF do caso Master, marcou acareação para o dia 30 de dezembro entre Daniel Vorcaro, Paulo Henrique Costa e Ailton de Aquino para esclarecer o que aconteceu.
- O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Master em dezoito de novembro, citando graves violações às normas e problemas de liquidez; a Polícia Federal deflagrou operação por suspeita de fraude bilionária, prendendo Vorcaro e afastando Costa.
- O BC informou que o Master representava 0,57% do ativo total do sistema financeiro, e o Fundo Garantidor de Créditos estima pagar R$ 41 bilhões aos credores.
- Em março, houve tentativa de venda de cinquenta e oito por cento do capital do Master ao Banco de Brasília (BRB) por cerca de R$ 2 bilhões, alvo de questionamentos de MPs sobre transparência e riscos aos acionistas.
- Investigações apontam emissão de cerca de cinquenta bilhões de reais em CDBs sem lastro suficiente, uso de ativos de baixa qualidade e operações envolvendo a empresa Tirreno, com bloqueio de bens dos controladores e ex-executivos.
O ministro Dias Toffoli, relator do STF, marcou para 30 de dezembro uma acareação entre Daniel Vorcaro, dono do Banco Master; Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BrB; e Ailton de Aquino, diretor de Fiscalização do Banco Central. A sessão integra o caso envolvendo a liquidação extrajudicial do Master, decretada em 18 de novembro pelo BC.
Na mesma data, a Polícia Federal deflagrou operação por suspeita de fraude bilionária no banco. Vorcaro foi preso e Costa, afastado do BrB. Vorcaro obteve habeas corpus do TRF-1 em 28 de novembro. O BC justificou a liquidação por “graves violações” às normas e problemas de liquidez.
Decisão do BC gerou controvérsia envolvendo órgãos em Brasília. O TCU pediu esclarecimentos sobre a fundamentação da liquidação. Jornalista reportou que Moraes tentou influenciar o BC a favor do Master; a esposa dele tem contrato de serviços com o Master.
Paralelamente, o BC informou que o Master representava 0,57% do ativo total e 0,55% das captações do sistema financeiro. O FGC estima pagar R$ 41 bilhões aos credores com a liquidação decretada.
O caso Master remonta à gestão de Vorcaro desde 2019, quando houve aceleração de crescimento. A partir de 2022, sinais de fragilidade começaram a aparecer, com captação a custos elevados para financiar investimentos mais arriscados.
Analistas indicaram que a remuneração de até 140% do CDI em CDBs era um sinal de alerta: a instituição dependia de novos recursos para honrar compromissos anteriores. Investigações federais apontaram uso de recursos para tapar déficits.
A PF monitorou operações envolvendo CDBs e créditos supostamente ligados à Tirreno, além da venda de participação ao BRB, de cerca de 2 bilhões de reais. Questionamentos de MPs locais atingiram a transparência da operação.
Com a liquidação, as atividades do Master foram interrompidas, a diretoria afastada e o FGC acionado para indenizar credores, conforme o teto de 250 mil por CPF ou CNPJ. A Justiça determinou o bloqueio de bens dos controladores e ex-executivos.
As apurações continuam para apurar responsabilidades civis e criminais. A Polícia Federal investiga indícios de fraudes e distorções contábeis, enquanto o BC mantém a liquidação como medida de proteção ao sistema financeiro.
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