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IGP-M encerra 2025 com queda de 1,05%, puxada por preços ao produtor

IGP-M fecha 2025 com deflação de -1,05% e dezembro em queda; alívio de safras reduz matérias-primas, mas persiste risco com política monetária para 2026

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Foto: Reprodução Foto: Arisson Marinho/AGECOM
  • O IGP‑M encerrou 2025 com deflação de -1,05% e caiu 0,01% em dezembro, segundo o FGV/Ibre.
  • Em dezembro, o IPA recuou 0,12% e o INCC subiu 0,21% no mês, com o INCC acumulando 6,01% em 12 meses.
  • No mês, o grupo Bens Finais subiu 0,07%, Bens Intermediários caiu 0,04% e Matérias‑Primas Brutas recuaram 0,30%.
  • O IPC subiu 0,24% em novembro, com variações positivas em Habitação, Educação, Leitura e Recreação e Transportes, e quedas em Saúde e Cuidados Pessoais, Despesas Diversas, Vestuário e Alimentação.
  • Economista destaca alívio com safras agrícolas contribuindo para conter custos em 2026, mas aponta riscos caso haja maior transmissão da política monetária.

O IGP-M encerrou 2025 com deflação de 1,05%, após recuo de 0,01% em dezembro. O índice, conhecido como inflação do aluguel, caiu ao longo do ano frente a altas de 2024. O IPA registrou queda de 0,12% em dezembro, enquanto o INCC subiu 0,21% no mês, mantendo alta de 6,01% em 12 meses.

Entre os componentes, o grupo Bens Finais avançou 0,07% em dezembro, influenciando parcialmente a variação do IGP-M. Bens Intermediários caiu 0,04% e Matérias-Primas Brutas recuaram 0,30%, contribuindo para o recuo do índice no mês. O IPC registrou alta de 0,24% em novembro, com alta anual de 4,08%.

O INCC, parte do IGP-M, desacelerou para 0,21% em dezembro, ante 0,28% em novembro. Materiais e Equipamentos desaceleraram, Serviços subiram e Mão de Obra avançou, levando a variação anual de 6,01%. Economista aponta que safras agrícolas melhores ajudam a reduzir custos para 2026, mas há riscos com a transmissão da política monetária.

Alívio em matérias-primas pode reduzir pressões para 2026

Matheus Dias, economista do FGV/Ibre, destaca que a deflação do IGP-M em 2025 reflete desaceleração global e incerteza que limitam repasses de custos. A melhora das safras também ajudou a frear preços de matérias-primas.

Contudo, ele enfatiza que os preços ao consumidor permaneceram com alta moderada, puxados principalmente por serviços e habitação. A leitura é de heterogeneidade na inflação, com menor pressão de custos projetada para 2026, sujeita a riscos de transmissão monetária.

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