- Marcellus Wiley, ex-jogador da NFL, apresentador e podcaster, enfrenta novas acusações de estupro de quatro mulheres, incluindo uma ex-assistente da ESPN, aumentando casos já apontados desde 1994 envolvendo a Columbia University.
- Os novos documentos judiciais, assinados sob juramento, apontam que a imagem pública de Wiley ajudou a conquistar a confiança das vítimas e sugerem que a Universidade Columbia teria ocultado denúncias na época.
- As acusações abrangem casos ocorridos entre 1995 e 1999 na Califórnia, além de uma mulher que afirma ter sido abordada quando tinha 13 anos, enquanto Wiley atuava pelos Bills e visitava escolas em Buffalo.
- Entre os relatos, uma jovem afirma ter sido levada a um quarto de hotel em 2009, onde Wiley apareceu nu e a atacou; outra envolve suposta agressão em um dormitório e uma terceira, em um hotel em 1999, após ter sido vítima na universidade.
- A ação busca a certificação como ação coletiva contra Wiley e a University Columbia; a audiência sobre a certificação está marcada para 12 de maio, e a defesa nega as acusações.
Marcellus Wiley, ex-jogador da NFL, apresentador e podcaster, é alvo de novas acusações de abuso sexual por quatro mulheres, incluindo uma antiga assistente da ESPN. As alegações surgiram em novas ações judiciais apresentadas neste mês, somando-se a denúncias anteriores de outras três mulheres que afirmam abuso durante os anos em que Wiley era estudante e jogador de futebol na Universidade Columbia, em 1994. A ação foi movida em Nova York.
De acordo com os novos autos, as denúncias aproveitam o prestígio acadêmico de Wiley para conquistar a confiança das vítimas. A advogada das denunciantes afirma que a universidade ocultou parte das acusações, contribuindo para uma reputação de segurança que colocou outras mulheres em risco. Wiley, casado com a ex-participante do Real Housewives of Beverly Hills, Annemarie Wiley, e seu advogado não comentaram as novas acusações.
Entre as novas alegações estão duas mulheres que afirmam ter sido atacadas entre 1995 e 1999 na Califórnia, e uma terceira relato que alega ter sido abordada ainda em tenra idade. Uma das vítimas, que seria menor de idade à época, afirma ter sido abordada quando Wiley jogava pelo Bills em Buffalo e descreve encontros posteriores em Dallas e em casa de Wiley em Orchard Park, Nova York.
Outra acusação envolve uma ex-assistente da ESPN, que relata ter sido chamada para uma reunião de trabalho em 2009 e atacada em um quarto de hotel, com Wiley supostamente surgindo nu. A vítima sustenta que houve resistência repetida e que o episódio teve consequências duradouras. Além disso, duas outras mulheres dizem ter sido violentadas no final dos anos 1990, após Wiley ter entrado no período de provação em Columbia.
Segundo os autos, uma das mulheres afirma ter sido atacada no apartamento da mãe, em Culver City, com familiares por perto. Outra afirma que o abuso ocorreu em um hotel em 1999, quando ela já era estudante da USC, e que registrou a denúncia à polícia anos depois, sem que houvesse acusações formais. A polícia de Los Angeles não comentou o caso.
As denúncias recentes foram apresentadas em Nova York como parte de um movimento para transformar o caso de uma das ex-alunas de Columbia em uma ação coletiva contra Wiley e a universidade. A primeira ação, iniciada em 2023, descreve um encontro no dormitório da Columbia em novembro de 1994, com relatos de violência sexual após o encontro.
A advogada Laura Gentile, que representa as vítimas, afirma que a Columbia tinha conhecimento de várias acusações de estupro, mas apenas impôs medidas acadêmicas, sem acionar a polícia ou suspender Wiley. A defesa de Wiley nega as acusações, e um porta-voz da Columbia não comentou as novas acusações, mas informou que supostos ferimentos não seriam de responsabilidade da instituição.
O caso inclui ainda detalhes de supostos processos disciplinares anteriores na Columbia, com relatos de períodos de provação e a alegação de que a universidade não reportou os casos às autoridades competentes. Um pedido de certificação de ação coletiva está em tramitação, com audiência marcada para 12 de maio; decisão deverá sair nas semanas seguintes.
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