- Delegada ouvirá nesta terça-feira, a partir das 14h, Daniel Vorcaro, Paulo Henrique Costa e Ailton de Aquino Santos, no caso que envolve o Banco Master e o BRB.
- Após os depoimentos, será avaliada a possibilidade de acareação entre as versões, caso haja divergências relevantes, com acompanhamento de juiz auxiliar do STF e do Ministério Público.
- Investigações começaram em 2024 na Justiça Federal; o Banco Master foi liquidado pelo Banco Central por falta de recursos.
- Vorcaro e Costa participaram das negociações para venda do Master ao BRB; decisão de liquidação, porém, foi tomada pela diretoria colegiada do BC, e não pela venda ao BRB.
- A acareação foi determinada pelo ministro Dias Toffoli, relator do inquérito, em meio a contornos de sigilo no STF; BC tem defendido autonomia técnica e defendido a liquidação.
A Polícia Federal ouvirá nesta terça-feira (30), a partir das 14h, Daniel Vorcaro (dono do Banco Master), Paulo Henrique Costa (ex-presidente do BRB) e Ailton de Aquino Santos (diretor de Fiscalização do BC). A delegada responsável avaliará divergências entre as versões.
O depoimento ocorre no âmbito de investigação que tramita em sigilo no STF desde dezembro. Acompanham o processo um juiz auxiliar do gabinete do ministro Dias Toffoli e representantes do Ministério Público.
As autoridades examinam a negociação para venda do Master ao BRB, que chegou a ser discutida após a liquidação da instituição. A PF aponta que o Master não possuía recursos para cumprir compromissos com vencimento em 2025.
Contornos da operação e possíveis acareações
Vorcaro e Costa participaram das tratativas da venda do Master ao BRB, banco público do Distrito Federal. Divergências entre eles podem justificar a acareação, caso a delegada detecte inconsistências relevantes.
Ailton de Aquino Santos, mesmo sem investigação contra si, é objeto de avaliação técnica sobre recomendações da Diretoria de Fiscalização do BC. A análise considera alternativas que não avançaram, levando à liquidação.
A liquidação foi aprovada pela diretoria colegiada do BC, após veto à venda ao BRB pela Diretoria de Organização do Sistema Financeiro. Renato Gomes chefiava essa diretoria.
Contexto e desdobramentos
As investigações começaram em 2024, na Justiça Federal. A PF indica que o Master adquiriu créditos da Tirreno sem pagamento e repassou ativos ao BRB, que desembolsou cerca de 12 bilhões de reais.
O BC rejeitou a compra do Master pelo BRB, decretando a liquidação em novembro por falta de caixa para honrar compromissos. O caso envolve figuras centrais do sistema financeiro e regulações de mercado.
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