- O Banco Central liquidou o Banco Master por crise de caixa e descumprimento de normas, para proteger poupadores e a saúde do sistema financeiro; foram apontados indícios de crimes como gestão fraudulenta e operações simuladas.
- O BC comunicou ao Ministério Público Federal suspeitas de gestão fraudulenta e de operações financeiras simuladas; os recursos teriam sido reciclados por meio de uma rede de fundos e empresas.
- A decisão gerou lobby em Brasília; o dono do banco, Daniel Vorcaro, tem ligações com autoridades; no Tribunal de Contas da União houve questionamento sobre a precipitação e, no Supremo Tribunal Federal, houve medidas incomuns e sigilo na investigação.
- No STF, o ministro Dias Toffoli tornou a investigação sigilosa; o ministro Alexandre de Moraes também foi citado por relações envolvendo o Banco Master, com contratos de R$ 129 milhões, e teriam ocorrido ligações ao presidente do BC, o que foi negado.
- A instituição afirma que reverter a liquidação traria riscos graves ao sistema financeiro, e que a medida foi tomada após esgotadas outras alternativas para salvar o banco.
O Banco Central detalhou ao Tribunal de Contas da União a liquidação do Banco Master, defendida pela autoridade monetária. Em Brasília, o BC apresentou irregularidades identificadas, entre elas indícios de fraudes, e argumentou que reverter a decisão traria riscos graves ao sistema financeiro.
A instituição justificou a intervenção para proteger os poupadores e a estabilidade do mercado. Entre as causas apontadas estão falhas graves de gestão, descumprimento de normas do setor e indícios de crimes ligados a operações simuladas e à gestão fraudulenta.
O BC informou ao Ministério Público Federal suspeitas de gestão fraudulenta e de operações simuladas. Também mencionou possível recirculação de recursos por meio de uma rede de fundos e empresas, prática que pode configurar crime e violar regras de transparência.
A decisão é alvo de questionamentos em Brasília, com pressão política ligada ao fechamento do banco. Em TCU, um ministro criticou a suposta precipitação da medida, enquanto no STF houve movimentação processual incomum, elevando dúvidas sobre impactos externos ao BC.
O caso envolve ainda o ministro Dias Toffoli, que colocou parte da investigação em sigilo, e o ministro Alexandre de Moraes, ligado a controvérsia envolvendo o escritório de advocacia da esposa de Moraes, contratado pelo Banco Master. Ambos negaram interferência.
Segundo o BC, a anulação da liquidação imporia riscos significativos ao sistema financeiro, sobretudo aos poupadores. A instituição afirmou que a medida foi tomada apenas após esgotadas as alternativas para salvar a instituição sem prejudicar o cenário econômico.
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