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Bitcoin pode desqualificar estratégia do S&P 500, diz Peter Schiff

Comitê do S&P 500 avalia elegibilidade de Strategy, cuja aposta em Bitcoin alimenta debate sobre entrada no índice, mesmo com forte queda em 2025

Is Bitcoin Disqualifying Strategy From the S&P 500? Peter Schiff Thinks So
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  • Peter Schiff criticou a estratégia da Strategy, destacando que a queda de 47,5% em 2025 a deixaria entre as piores ações do ano caso estivesse no S&P 500.
  • A Strategy, que não integra o S&P 500, teve desempenho ruim em 2025 devido ao recuo do Bitcoin e a condições de mercado menos favoráveis.
  • O título da empresa encerrou 2025 em cerca de US$ 151,95, com queda de aproximadamente 49,35% no ano, sendo o pior da Nasdaq-100 em 2025.
  • A Strategy possuía 672.497 BTC até o final de dezembro, comprados a uma média de cerca de US$ 75 mil por moeda; com o preço atual perto de US$ 87.800, o valor é em torno de US$ 59 bilhões, com ganho não realizado de cerca de 17%.
  • A discussão sobre entrada no S&P 500 envolve se a empresa deve ser avaliada por fundamentos de negócio ou pela posição em ativos; analistas veem a Strategy como um proxy de Bitcoin, o que pode violar regras do índice, apesar de atender a critérios quantitativos.

Peter Schiff volta a criticar a estratégia centrada em Bitcoin da empresa Strategy, questionando se o seu desempenho seria elegível para o S&P 500. Em postagem no X, ele argumenta que, se a empresa fizesse parte do índice, a queda de 47,5% em 2025 a colocaria entre as piores do ano.

Schiff afirma que a forte acumulação de Bitcoin prejudicou os acionistas, sugerindo que a queda das ações desmente a ideia de que comprar Bitcoin seria a melhor estratégia corporativa. A crítica surge em meio a um ano de alta no mercado de ações dos EUA.

Mesmo com o varejo brasileiro de ações em recuperação, investidores observaram oscilações marcantes entre as companhias do S&P 500 em 2025. O índice encerrou o ano com ganhos expressivos, porém com desempenho desigual entre seus componentes.

Strategy, que opera com o ticker MSTR, não integra o S&P 500, mas chamou atenção por sua volatilidade e pela exposição ao Bitcoin. No começo de 2025, as ações estavam próximas de 300 dólares e subiram cerca de 50% no 1º trimestre.

A alta ocorreu com a valorização do Bitcoin, atingindo pico anual de 457,22 dólares em julho. No entanto, a recuperação fez uma reversão acentuada na segunda metade. Em setembro, o papel já havia eliminado os ganhos do ano.

No quarto trimestre, a queda se intensificou. Em 31 de dezembro, a ação fechou perto de 151,95 dólares, registrando queda anual de aproximadamente 49,35%, pior desempenho no Nasdaq-100 em 2025. A empresa continuou ampliando as reservas de Bitcoin.

Até o fim de dezembro, a Strategy possuía cerca de 672,5 mil BTC, comprados a custo médio de aproximadamente 75 mil dólares por moeda. Com o preço atual próximo de 87.800 dólares, o valor de mercado é estimado em 59 bilhões, com ganho não realizado de cerca de 17%.

Em 29 de dezembro, a empresa informou mais uma compra de 1.229 BTC por cerca de 108,8 milhões de dólares, com recursos de oferta pública em curso. O presidente executivo Michael Saylor ressaltou que o rendimento com Bitcoin em 2025 foi de 23,2%.

Bitcoin por si só não desqualifica a Strategy para o S&P 500, mas o modo como a empresa é estruturada ao redor do ativo é central para a avaliação. No fim de 2025, a Strategy atendeu a requisitos quantitativos do índice, incluindo capitalização e lucratividade.

Entretanto, a inclusão no S&P 500 depende de decisão de um comitê que prioriza negócios operacionais sobre veículos de investimento. Analistas apontam que a Strategy se assemelha a um proxy de Bitcoin, akin a um fundo fechado, estrutura em que o índice não investe.

Essa situação difere de firmas como Tesla ou Block, que mantêm Bitcoin mas geram receita de operações diversas. Historicamente, quedas acentuadas não eliminam empresas do índice, e altas não garantem inclusão após avaliação de sustentabilidade, volatilidade e fundamentos.

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