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Salário mínimo de R$ 1.621 entra em vigor; veja mudanças e cálculo

Salário mínimo de R$ 1.621 entra em vigor em 1º de janeiro, com reajuste de 6,79% (INPC mais ganho real de 2,5%), atinge 59,9 milhões de pessoas e impacta contas públicas

Salário mínimo sobe para R$ 1.621 em 2026 — Foto: Adriano Toffetti/Ato Press/Estadão Conteúdo
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  • O salário mínimo passa a valer em 1º de janeiro de 2026 em R$ 1.621, um reajuste de 6,79% sobre o piso anterior de R$ 1.518.
  • O valor foi calculado com INPC de 4,18% nos 12 meses até novembro, mais ganho real de até 2,5% conforme o arcabouço fiscal, ficando abaixo das previsões do orçamento e da estimativa de fim de novembro.
  • O presidente precisa publicar um decreto para oficializar o novo valor; quem recebe o mínimo ou benefícios vinculados recebe o reajuste já no início de fevereiro.
  • A nova regra do salário mínimo considera inflação mais crescimento real do PIB dos dois anos anteriores, substituindo a prática anterior de reajuste apenas pela inflação.
  • Impacto fiscal: cada R$ 1 de aumento do mínimo gera cerca de R$ 420 milhões em despesas em 2026; um aumento de R$ 103 eleva as gastos obrigatórios em aproximadamente R$ 43,2 bilhões.

O salário mínimo nacional passa a valer 1.621 reais a partir desta quinta-feira, 1º de janeiro. O reajuste é de 6,79% frente ao piso anterior de 1.518 reais e resulta da inflação medida pelo INPC em 12 meses até novembro, somada a uma valorização real limitada pela regra do arcabouço fiscal.

A regra atual combina a inflação prevista com um ganho real. A inflação de 4,18% (INPC) para o período é somada a um teto de 2,5% de alta real, conforme a legislação vigente. Com isso, o mínimo sobe para 1.621 reais em 2026.

A formalização do valor depende de decreto presidencial assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O decreto é necessário para a vigência oficial do novo piso.

Quem recebe o mínimo ou benefícios vinculados, como seguro-desemprego e BPC, já terá o valor reajustado no pagamento de fevereiro, correspondente aos ganhos de janeiro.

A mudança atinge 59,9 milhões de pessoas, segundo o Dieese, ao considerar trabalhadores com salário mínimo, bem como benefícios atrelados ao piso. O impacto se estende à renda de famílias atendidas por previdência e assistência social.

Como o cálculo chegou a 1.621 reais

Se obedecesse apenas a inflação, o piso poderia chegar a cerca de 1.582 reais. O INPC de 4,18% até novembro é parte dessa conta.

A política de valorização do salário mínimo, defendida pelo governo, prevê ganhos acima da inflação. Em 2023, foi adotada uma regra que inclui o crescimento real do PIB de 2023 e 2024, além da inflação.

Em dezembro de 2024, porém, foi aprovada limitação do ganho real a 2,5% (teto de gastos do arcabouço fiscal). Com isso, a soma da inflação de 2024 (4,18%) e o teto de 2,5% elevou o mínimo para 1.621 reais.

Impactos fiscais

Cada reajuste do mínimo aumenta a despesa do governo. Segundo cálculos oficiais, cada 1 real de aumento gera cerca de 420 milhões de reais de gasto em 2026.

Um aumento de 103 reais no piso, por exemplo, elevaria as despesas obrigatórias em aproximadamente 43,2 bilhões de reais. Esse efeito reduz recursos disponíveis para gastos discricionários.

Observações finais

O ajuste do salário mínimo está alinhado à nova regra de valorização, com efeito direto na renda de trabalhadores e em diversas políticas públicas vinculadas. A definição final depende da publicação do decreto correspondente.

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