- O CEO da Coinbase, Brian Armstrong, anunciou planos para criar um “everything exchange” em 2026, reunindo criptomoedas, ações, mercados de previsão e commodities, além de títulos tokenizados.
- A empresa define três prioridades: levar o Everything Exchange globalmente, ampliar stablecoins e pagamentos e levar usuários à onchain via Base, ferramentas de desenvolvedor e app de consumo.
- Mercados de previsão ganham espaço, com parceria com Kalshi, oferecendo contratos de evento em USD ou USDC e categorias como economia, política, esportes e tecnologia.
- Além disso, a Coinbase planeja emitir ações tokenizadas internamente, acompanhando o crescimento de volumes de transferências mensais de ações tokenizadas (cerca de US$ 2,46 bilhões nos últimos 30 dias).
- O grupo aposta em impulso regulatório e institucional, destacando que ETFs regulados e o uso de stablecoins devem expandir a adoção de ativos digitais, com a Coinbase já gerenciando ativos significativos.
Coinbase planeja lançar em 2026 uma “everything exchange” que reunirá criptomoedas, ações, mercados de previsão e commodities, ampliando o portfólio para além dos ativos digitais. A ideia foi anunciada pelo CEO Brian Armstrong e visa competir com corretoras tradicionais ao oferecer ativos tokenizados e mercados baseados em eventos.
A proposta envolve consolidar criptos, títulos tokenizados e mercados de previsão em uma única plataforma, sob a alcun de Coinbase Financial Markets. A meta é atender usuários com um aplicativo financeiro único, ampliando a automação e a qualidade dos produtos para sustentar o crescimento.
No centro da estratégia, a empresa quer ainda expandir pagamentos estáveis e sistemas de pagamentos com stablecoins, além de levar usuários onchain por meio de ferramentas para desenvolvedores, da Base blockchain e do app consumidor da Coinbase.
Mercados de previsão e ações tokenizadas
A Coinbase avançou para mercados de previsão no fim de 2025, com parceria com a Kalshi, plataforma regulada nos EUA pela CFTC. Vazamentos de telas em novembro indicaram uma interface Coinbase para negociações em_USDC ou USD em temas como economia, política, esportes e tecnologia.
Além disso, a Coinbase planeja emitir ações tokenizadas internamente, em vez de depender de terceiros. A estratégia contrasta com concorrentes que utilizam provedores externos em determinadas jurisdições. As transações de ações tokenizadas apresentam altas volumes mensais, com crescimento recente, segundo dados de plataformas de acompanhamento.
A aposta da empresa é criar um ecossistema único onde ativos digitais, títulos e produtos baseados em eventos convivam sob uma mesma plataforma, potencializando a captação de fluxo de ordens.
Ambiente regulatório e impulso institucional
Executivos da Coinbase veem condições regulatórias mais claras e maior participação institucional à frente. Um analista de pesquisa de investimentos destacou que ETFs com ativos regulados devem ampliar o acesso de investidores e aproximar as stablecoins das rotinas financeiras tradicionais.
Armstrong comentou em teleconferência de resultados que houve mudança significativa no cenário regulatório nos últimos meses e que o êxito da transição depende de avanços contínuos. A empresa aponta como benefício a expansão internacional já prevista.
Segundo a carta aos acionistas do terceiro trimestre, a Coinbase tinha ativos sob custódia de alto valor, indicando participação relevante no mercado de cripto. A companhia projeta que até 10% do PIB global pode rodar sobre infraestruturas de criptomoedas até o final da década.
Contexto global e impactos setoriais
Especialistas apontam que mercados de previsão cresceram expressivamente no último ano, atraindo bolsas tradicionais e players cripto-nativos que buscam monetizar informações e fluxo de ordens. A Coinbase se alinha a essa tendência, buscando novos modelos de monetização e liquidez.
Nos últimos meses, novas parcerias e movimentos regulatórios ocorreram no setor, com anúncios de plataformas que já operam dentro do ecossistema financeiro regulado dos EUA. O ecossistema de ativos tokenizados continua em evolução, com impactos potenciais para usuários e investidores.
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