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Tarifaço impulsiona Brasil a ampliar exportações para mais da metade de parceiros

Tarifaço americano amplia mercados do Brasil: exportações para EUA recuaram, mas 53,3% dos parceiros tiveram crescimento e mais de quarenta países registraram recordes em 2025

O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, reage durante a foto de família com ministros durante uma reunião ministerial na residência oficial Granja do Torto, em Brasília — Foto: Adriano Machado/Reuters
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  • Em 2025, o Brasil ampliou suas exportações para 53,3% dos parceiros comerciais, atingindo mais da metade deles.
  • Mais de quarenta países registraram recordes de compras de produtos brasileiros no ano. Destaques: Canadá, Índia, Noruega, Paquistão, Paraguai, Suíça, Turquia e Uruguai.
  • As exportações totais somaram US$ 349 bilhões em 2025, recorde histórico, enquanto as vendas para os Estados Unidos recuaram 6,6%, de US$ 40,37 bilhões para US$ 37,72 bilhões.
  • O saldo da balança ficou positivo em US$ 68,3 bilhões (R$ 367,4 bilhões), com superávit impulsionado pela indústria de transformação, que exportou US$ 189 bilhões.
  • Principais itens do setor: carne bovina, carne suína, alumina, veículos de transporte de mercadorias, caminhões, café torrado, entre outros, e recordes também em minério de ferro e petróleo na indústria extrativa.

Em 2025, o Brasil registrou recorde de exportações graças à diversificação de destinos, mesmo diante de tarifas impostas aos produtos brasileiros pelos Estados Unidos. Dados do MDIC mostram que as vendas externas alcançaram US$ 349 bilhões, mantendo-se em patamar recorde mesmo com o tarifão. A balança registrou superávit de US$ 68,3 bilhões, com importações menores que as exportações.

A parcela de parceiros comerciais atendidos aumentou em relação ao ano anterior, chegando a 53,3% das relações sistêmicas. Além disso, mais de 40 países registraram recordes de compras de produtos brasileiros ao longo de 2025, entre eles Canadá, Índia, Noruega, Paquistão, Paraguai, Suíça, Turquia e Uruguai, com variações expressivas em valores e volumes.

O recuo das exportações para os EUA ficou em US$ 37,72 bilhões, queda de 6,6% frente a 2024, que contribuiu para ampliar o déficit da relação com aquele país para US$ 7,53 bilhões no ano. A queda na demanda norte-americana destacou a necessidade de buscar novos mercados para manter o crescimento externo.

Desempenho setorial

A indústria de transformação puxou o desempenho externo, respondendo por US$ 189 bilhões em exportações, ou seja, cerca de R$ 1,02 trilhão. Entre os destaques, estão carne bovina, carne suína, alumina, veículos de transporte de mercadorias, caminhões, café torrado e máquinas elétricas.

Outros itens com desempenho expressivo incluíram cacau em pó, defensivos agrícolas e instrumentos de medição. Na indústria extrativa, houve recordes de embarques de minério de ferro e petróleo, enquanto os bens agropecuários avançaram 3,4% em volume e 7,1% em valor.

Olhando adiante

Mesmo com a retirada de tarifas por parte dos EUA para a maioria dos produtos, a medida passou a vigorar apenas em novembro, o que ainda deixa efeitos remanescentes em alguns setores. O governo brasileiro, sob a gestão Lula, trabalha para fortalecer negociações e ampliar a participação de produtos de maior valor agregado.

Especialistas ressaltam que a ampliação de mercados depende de estratégias estáveis e de missões comerciais mais frequentes. A ideia é promover uma política de Estado que sustente o crescimento das exportações, com foco na diversificação e no aumento de produtos com maior valor agregado.

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