- Cidades do Rio de Janeiro respondem por cerca de 70% da arrecadação de royalties do petróleo no Brasil em 2024, com Macaé liderando o ranking, em aproximadamente R$ 1,2 bilhão.
- A região da Bacia de Campos concentra a maior parte dos recursos provenientes da exploração de petróleo, impulsionando as receitas fluminenses.
- Além dos royalties, as cidades do Rio também lideram as receitas de participações especiais e de bônus de assinatura.
- São Paulo e Espírito Santo registraram crescimento de cerca de 20% na arrecadação de receitas relacionadas ao petróleo em 2024, acompanhando aumento de produção nessas regiões.
- O estudo, realizado pelo IBGE em parceria com a ANP, usa dados de 2024 e reforça a importância da gestão eficiente dos recursos para políticas públicas e infraestrutura.
O Rio de Janeiro concentra a maior parte dos royalties do petróleo no Brasil. Em estudo divulgado nesta quarta-feira (8), cidades da região da Bacia de Campos aparecem entre as de maior arrecadação, reflexo direto da exploração na área.
Segundo o levantamento, as cidades fluminenses respondem por cerca de 70% da arrecadação nacional. Macaé lidera o ranking, com aproximadamente R$ 1,2 bilhão arrecadados em 2024, valor considerado expressivo dentro do conjunto de receitas.
Além dos royalties, o estudo aponta que o Rio também domina as receitas de participações especiais e bônus de assinatura, componentes relevantes dos recursos advindos da atividade petrolífera. Crescimento de 15% no total de royalties houve em relação ao ano anterior, impulsionado pela produção na Bacia de Campos e pela valorização dos preços internacionais.
Rio lidera, com Macaé à frente
A pesquisa evidencia que o estado do Rio de Janeiro concentra a maior fatia de recursos, superando outros municípios. A Bacia de Campos aparece como motor principal dessa concentração, contribuindo para o desempenho financeiro das cidades da região.
Crescimento em São Paulo e Espírito Santo
O estudo também aponta aumento de receitas em São Paulo e no Espírito Santo, com subida de cerca de 20% em 2024 comparado a 2023. Esses incrementos estão ligados ao aumento da produção local e a novas atividades de exploração.
A pesquisa, realizada pelo IBGE em parceria com a ANP, utiliza dados de arrecadação de royalties, participações especiais e bônus de assinatura referentes a 2024. Os autores destacam a importância desses recursos para financiamentos de políticas públicas, infraestrutura, saúde e educação.
Relevância e gestão dos recursos
Os autores ressaltam a necessidade de gestão eficiente dos recursos para assegurar distribuição mais ampla e justa entre as cidades beneficiadas. A tendência de crescimento deve continuar, conforme o levantamento, com novos aportes vindos da exploração em diferentes regiões.
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