- Rio Tinto está aberta a manter o negócio de carvão da Glencore caso a fusão entre as empresas seja bem-sucedida, segundo pessoas próximas ao assunto.
- A notícia marca uma reversão para a Rio Tinto, que concordou em vender suas últimas minas de carvão em 2018.
- A Glencore é uma das maiores produtoras de carvão do mundo, mesmo com pressão para reduzir o uso do combustível.
- As conversações incluem a possível aquisição de toda a Glencore, carvão incluído, mas ainda não há decisão final.
- Em 2023, a Glencore anunciou planos de separar as operações de carvão, mas abandonou a ideia no ano seguinte; o cenário atual continua em discussão.
O Grupo Rio Tinto avalia manter o robusto negócio de carvão da Glencore caso as negociações de fusão avancem com sucesso, segundo pessoas familiarizadas com o tema e citadas pela Bloomberg News.
Essa posição representaria uma reversão em relação à decisão anterior da Rio Tinto de vender suas últimas minas de carvão em 2018, após mudanças no portfólio da empresa.
A Glencore é hoje uma das maiores produtoras globais de carvão, mesmo sob pressão de rivais que recuaram diante de investidores. O acordo em estudo envolve possíveis bases para uma fusão entre as duas companhias.
Estrutura e potencial escopo
As conversas tratam de uma possível combinação de parte ou de toda a operação das duas empresas, com discussões sobre a aquisição total da Glencore incluindo o negócio de carvão, segundo as fontes.
Nenhuma decisão final foi tomada e a Rio Tinto pode optar por manter o carvão mesmo se o acordo for bem-sucedido, ou definir um desfecho diferente no futuro.
Representantes da Rio Tinto e da Glencore não comentaram o tema. As informações são de fontes que solicitaram reserva de identidade.
Contexto do setor e histórico de negociações
As negociações ocorrem em meio a um movimento de fusões no setor de mineração, impulsionado pela demanda por cobre, enquanto o carvão permanece uma área sensível para investidores.
A Rio Tinto e a Glencore já haviam explorado uma combinação em 2024, mas não chegaram a um acordo, em especial sobre avaliação. Na época, divergências entre as partes impediram o negócio.
O cobre tem se valorizado recentemente, favorecendo estratégias de expansão de grandes produtores. Já o carvão, apesar de lucrativo, tem enfrentado pressão de preços e de políticas ambientais.
O relatório de hoje não aponta data definida para decisões finais. A Reuters não esteve envolvida na apuração, e as partes não confirmaram oficialmente. Bloomberg News publicou as informações com base em fontes próximas às tratativas.
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