- IPCA subiu 0,33% em dezembro; inflação encerrada em 2025 ficou em 4,26%, abaixo dos 4,83% de 2024, conforme o IBGE.
- O resultado anual ficou dentro da meta do Banco Central, indicando um 2025 mais moderado, ainda que haja pressões em energia, serviços e transportes.
- Habitação teve queda de 0,33% em dezembro; Transportes avançou 0,74%, com impacto do transporte por aplicativo (14) e das passagens aéreas (12,61%).
- Energia elétrica residencial caiu 2,41% em dezembro, devido à mudança de bandeira tarifária, mas registrou alta acumulada de 12,31% em 2025.
- Alimentos voltou a subir em dezembro, com alta de 0,14%, puxada por cebola, batata, carnes e frutas; alimentação e bebidas acumula 2,95% em 2025.
O IPCA subiu 0,33% em dezembro, segundo o IBGE. O indicador fecha 2025 com alta de 4,26%, abaixo dos 4,83% de 2024. A inflação ficou dentro da meta anunciada pelo Banco Central, apontando um 2025 mais estável, mesmo com pressões pontuais.
Entre os nove grupos pesquisados, apenas Habitação caiu (-0,33%) em dezembro. Transportes teve alta de 0,74% e foi o principal motor do mês, contribuindo com 0,15 ponto percentual para o índice. O movimento foi puxado por itens de mobilidade.
O transporte por aplicativo avançou 13,79% e as passagens aéreas 12,61%. Combustíveis também subiram (0,45%), com elevações em etanol, gás e gasolina. Em Habitação, destaca-se a queda de 2,41% na energia elétrica residencial, reflexo da mudança de bandeira tarifária.
Dados por grupo
A energia elétrica residencial recuou após a troca de bandeira, ainda que tenha pressionado o índice ao longo do ano. Em 2025, a energia fechou com alta expressiva, acumulando 12,31%.
Alimentos sobem
A alimentação voltou a subir em dezembro, 0,14%. Cebola, batata, carnes e frutas registraram altas, enquanto leite longa vida, tomate e arroz tiveram recuos. Alimentação fora do domicílio avançou, com lanche +1,50% e refeição +0,23%.
No acumulado anual, o grupo Alimentação e bebidas desacelerou, indo de 7,69% em 2024 para 2,95% em 2025, influenciado pela sequência de recuos entre junho e novembro.
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