- Em 2025, as exportações de carne bovina brasileiras atingiram US$ 17,9 bilhões, avanço de 39,8% em relação a 2024, com volume embarcado de 3,5 milhões de toneladas, 20,3% acima do ano anterior, e produção recorde de 12,35 milhões de toneladas equivalente-carcaça.
- A China foi o principal destino, com 1,6 milhão de toneladas exportadas e US$ 8,8 bilhões em receitas, ocupando 49,2% do faturamento total do setor.
- As carnes desossadas congeladas seguiram como principal motor financeiro, respondendo por US$ 14,4 bilhões em receita e 2,7 milhões de toneladas, isto é, 80,4% do total da carne bovina exportada.
- O preço médio por tonelada ficou em cerca de US$ 5,2 mil, liderado pelos Países Baixos com cerca de US$ 9,5 mil/t, seguidos pela Itália e pelos Estados Unidos.
- A participação da carne bovina na receita total do agro subiu de 7,8% em 2024 para 10,6% em 2025, demonstrando o peso estratégico do setor na balança comercial brasileira.
A carne bovina continua impulsionando as exportações do agronegócio brasileiro em 2025, mesclando crescimento de volume com alta de receita. Segundo o AgroStat, com base na Secex, o faturamento subiu de US$ 12,8 bilhões em 2024 para US$ 17,9 bilhões em 2025, uma alta de 39,8%.
O avanço ocorreu mesmo diante de dificuldades no cenário global, como o tarifaço dos EUA que impactou a carne bovina. A cadeia pecuária conseguiu redirecionar fluxos, manter competitividade e sustentar o ritmo de crescimento.
Paralelamente, o Brasil foi reconhecido pelo USDA como o maior produtor global de carne bovina em 2025, superando os Estados Unidos. A produção brasileira atingiu 12,35 milhões de t equivalente-carcaça, alta de 4,2% frente a 2024, enquanto a oferta americana caiu 3,9%.
O volume embarcado elevou-se para 3,5 milhões de t, alta de 20,3%. A relação entre receita e quantidade aponta para maior preço médio por tonelada, fortalecendo a participação da carne bovina na balança comercial do campo, que passou de 7,8% para 10,6% do total das exportações agropecuárias.
As carnes desossadas congeladas seguiram como principal pilar, com US$ 14,4 bilhões e 2,7 milhões de t exportadas em 2025. Esse item respondeu por 80,4% da receita externa, refletindo eficiência logística e ampla aceitação no mercado internacional.
As carnes desossadas frescas ou refrigeradas ganharam espaço, gerando US$ 2,1 bilhões em receita e 0,3 milhão de t. Segmento mais exigente sanitariamente, oferece maior remuneração por tonelada e amplia a presença em mercados de maior valor.
Produtos industrializados, conservas e miudezas completaram o portfólio, somando US$ 1,0 bilhão em receita combinada, com destaque para preparações e conservas (US$ 0,7 bilhão) e miudezas congeladas (US$ 0,3 bilhão).
O ranking de destinos aponta a China como líder, com 1,6 milhão de t e US$ 8,8 bilhões em receita. A participação chinesa no faturamento total do setor avançou de 46,6% para 49,2% entre 2024 e 2025.
A lista dos dez principais compradores também traz EUA, Chile e México entre os maiores volumes. O México mostrou crescimento relevante, com faturamento de US$ 0,6 bilhão, ante US$ 0,2 bilhão em 2024.
Entre os destinos europeus, Países Baixos e Itália destacaram-se pelo aumento do valor importado, mesmo com volumes menores, sinalizando maior penetração em cortes nobres e produtos de maior valor agregado.
O preço médio por tonelada ficou em torno de US$ 5,2 mil em 2025. Os Países Baixos pagaram cerca de US$ 9,5 mil por t, seguidos pela Itália (US$ 7,9 mil) e EUA (US$ 6,0 mil).
Mercados como Egito e Hong Kong operaram com preços médios mais baixos, próximos a US$ 3,8 mil e US$ 3,6 mil por t, respectivamente, refletindo a participação de cortes simples e miudezas.
A leitura por tipo de produto evidencia a valorização do conjunto: preparações e conservas ficaram no topo de preço médio, com US$ 7,2 mil por t, seguidas por desossadas frescas (US$ 6,3 mil) e carnes salgadas ou defumadas (US$ 6,1 mil).
Mesmo com preço médio menor, as desossadas congeladas responderam pelo principal motor financeiro, somando maior escala, logística eficiente e aceitação global.
Em síntese, a carne bovina consolida-se como pilar da balança comercial do campo, combinando maior volume de exportação com remuneração superior por tonelada. O setor avança tanto na liderança de volume quanto na eficiência de preços.
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