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Volta às aulas 2026: planejamento e pesquisa de preços ajudam famílias a economizar no material escolar

Variação de preços pode chegar a 276%; reaproveitamento de itens e organização do orçamento ajudam a reduzir gastos e estimulam a educação financeira desde cedo

Com a proximidade do início do ano letivo, a demanda por material escolar cresce rapidamente em todo o país. Embora itens como lápis, canetas e cadernos pareçam baratos quando analisados isoladamente, o valor final da lista costuma surpreender pais e responsáveis. Uma pesquisa do Procon aponta que 8 em cada 10 famílias reaproveitam materiais do […]

Com a proximidade do início do ano letivo, a demanda por material escolar cresce rapidamente em todo o país. Embora itens como lápis, canetas e cadernos pareçam baratos quando analisados isoladamente, o valor final da lista costuma surpreender pais e responsáveis. Uma pesquisa do Procon aponta que 8 em cada 10 famílias reaproveitam materiais do ano anterior como forma de reduzir despesas.

O mesmo levantamento identificou variações expressivas de preços entre papelarias. Em São Paulo, ao analisar 134 itens na capital, no interior e no litoral, foram encontradas diferenças de até 276% entre estabelecimentos. Uma caneta esferográfica, por exemplo, era vendida por R$ 4,90 em uma loja e por apenas R$ 1,30 em outra. Os dados reforçam a importância da pesquisa de preços antes de concluir a compra.

Em 2026, economizar na compra do material escolar passa menos por abrir mão da qualidade e mais por planejamento, organização e escolhas conscientes. Com orientação adequada e participação da família, a volta às aulas pode ser mais leve para o bolso e, ao mesmo tempo, mais rica em aprendizado financeiro.

Organização financeira evita surpresas no início do ano

O início do ano letivo é tradicionalmente marcado por expectativa entre crianças e adolescentes, mas também por preocupação entre pais e responsáveis. A compra do material escolar se soma a outras despesas concentradas no primeiro trimestre, como impostos, mensalidades escolares e gastos recorrentes, o que pode pressionar o orçamento familiar.

Para o professor de economia Agostinho Celso Pascalicchio, o primeiro passo é conhecer a própria realidade financeira. “Antes de qualquer compra, a família precisa mapear os custos fixos do primeiro trimestre. Só depois disso é possível definir quanto pode ser destinado ao material escolar sem comprometer outras contas”, afirma.

Quando o orçamento está mais apertado, a recomendação é priorizar o essencial para o início das aulas. “Vale comprar apenas o que será usado na primeira semana e deixar itens secundários para depois. Diluir a compra ajuda a aliviar o fluxo de caixa de janeiro, que já costuma ser pressionado por outras despesas”, explica.

À vista, parcelado ou deixar para depois?

A forma de pagamento também influencia diretamente o valor final da compra. Segundo Pascalicchio, famílias que possuem alguma reserva financeira devem avaliar a compra à vista sempre que houver desconto real. “Em muitos casos, o pagamento imediato garante redução significativa no preço e evita custos adicionais”, destaca.

O economista alerta, no entanto, para o uso excessivo do cartão de crédito. Com a taxa Selic em patamar elevado, parcelamentos longos podem gerar custos indiretos e comprometer o orçamento dos meses seguintes. “O material escolar é uma despesa previsível. Quando há planejamento, o risco de endividamento cai drasticamente”, afirma.

Deixar tudo para a última hora, não pesquisar preços e ceder à pressão emocional das crianças estão entre os principais erros cometidos pelas famílias. Além disso, o parcelamento excessivo no cartão pode transformar uma despesa pontual em um problema prolongado.

Medidas simples ajudam a reduzir o valor da lista

Algumas práticas podem reduzir de forma significativa o custo da compra do material escolar e evitar impacto excessivo no orçamento familiar. Especialistas apontam que pequenas decisões, quando combinadas, fazem diferença no valor final da lista. Entre as principais orientações estão:

  • Planejar a compra com antecedência, evitando decisões por impulso;
  • Reaproveitar materiais do ano anterior, como mochilas, estojos, réguas e cadernos ainda utilizáveis;
  • Comparar preços entre diferentes papelarias, tanto em lojas físicas quanto on-line;
  • Comprar em grupo com outros pais, dividindo volumes maiores;
  • Optar por marcas alternativas, que oferecem qualidade semelhante por preços mais acessíveis;
  • Evitar produtos licenciados e modismos, que encarecem a lista sem agregar funcionalidade;
  • Avaliar a compra de livros e materiais usados;
  • Buscar cupons de desconto, cashback e promoções sazonais na internet.

A adoção dessas medidas contribui para uma compra mais consciente e equilibrada, sem comprometer a qualidade dos materiais adquiridos.

Educação financeira começa na papelaria

Embora muitos pais evitem levar os filhos às compras para não estimular gastos extras, especialistas defendem que esse momento pode ser transformado em uma experiência educativa. Definir um orçamento e permitir que a criança ou o adolescente participe das escolhas ajuda a ensinar noções básicas de planejamento, limite e valor do dinheiro.

Para Agostinho Celso Pascalicchio, esse envolvimento é pedagógico. “A família pode estimular a participação dos filhos na elaboração da lista, na comparação de preços e nas decisões entre custo e benefício. Isso contribui para que entendam, desde cedo, como o consumo impacta o orçamento familiar”, conclui.

Com informação, diálogo e organização financeira, a compra do material escolar em 2026 pode deixar de ser apenas uma obrigação anual e se tornar uma oportunidade prática de educação financeira dentro de casa.

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