- Banco Central e a Polícia Federal reafirmaram cooperação em Brasília, na noite de quarta-feira (14), em meio à crise envolvendo o Banco Master e a centralização do processo no STF por ordem do ministro Dias Toffoli.
- A reunião ocorreu no mesmo dia da deflagração da segunda fase da operação Compliance Zero, que mira crimes cometidos por Daniel Vorcaro além da venda de carteiras de crédito fraudulentas ao BRB por R$ 12 bilhões.
- A Polícia Federal destacou, em redes sociais, a importância da cooperação e da atuação conjunta entre as instituições em temas estratégicos de interesse do Estado brasileiro.
- Mandados de busca e apreensão foram cumpridos em endereços ligados a Vorcaro, familiares e outros investigados em São Paulo e outros estados, com apreensões de carros de luxo, relógios, dinheiro em espécie e outros bens, avaliados em mais de R$ 5,7 bilhões.
- Toffoli determinou o lacre de todo o material apreendido e envio direto ao STF para perícia, retirando o acesso imediato da PF a celulares, mídias e documentos, que ficaram sob guarda da PGR após críticas.
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, reuniram-se em Brasília na noite desta quarta-feira (14). O encontro serviu para reafirmar a cooperação entre as instituições em meio à crise envolvendo o Banco Master e a centralização do processo de liquidação no STF, sob criticas de Dias Toffoli.
A PF deflagrou a segunda fase da operação Compliance Zero no mesmo dia, mirando possíveis crimes cometidos pelo banqueiro Daniel Vorcaro, além da venda de carteiras de crédito fraudulentas ao BRB por 12 bilhões de reais. A ação ocorreu após a primeira etapa, realizada no ano passado.
A autoridade policial informou, por meio de postagem oficial, que a cooperação institucional entre BC e PF é essencial para a atuação conjunta em temas estratégicos de interesse do Estado brasileiro.
Cooperação entre BC e PF
Entre os pontos discutidos, destaca-se o reforço de canais de comunicação e alinhamento de estratégias entre as duas instituições, com foco na integridade do sistema financeiro e na apuração de irregularidades associadas ao caso Master.
A liquidação extrajudicial do Banco Master, decretada pelo BC no fim de 2023, tem colocado as autoridades sob pressão, especialmente a partir de críticas de Toffoli sobre a guarda de provas e a condução de investigações.
Medidas recentes também envolveram a apreensão de bens de Vorcaro e de investigados, incluindo veículos de luxo, relógios, dinheiro em espécie e outros ativos, estimados em um montante superior a 5,7 bilhões de reais.
Decisões de Toffoli e desdobramentos
Toffoli autorizou a condução de mandados sob representação da PF, com prazo de 24 horas para a operação, definida para acontecer a partir de 12 de janeiro. No entanto, houve atraso de um dia, o que gerou críticas sobre o empenho da corporação.
Ainda nesta quarta, Toffoli determinou o lacre de todo o material apreendido e o envio direto ao STF, sob guarda de seu gabinete para perícia. A decisão retirou o acesso imediato da PF a celulares, mídias e documentos, passando a responsabilidade para a Procuradoria-Geral da República.
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