- A União Europeia e o Mercosul anunciaram um acordo bilateral de livre comércio, com assinatura prevista em Assunção e negociações iniciadas em 1999.
- O acordo estabelece um mercado que representa 30% do PIB mundial e envolve mais de 700 milhões de consumidores.
- O tratado elimina tarifas em mais de 90% do comércio bilateral, favorecendo exportações de automóveis, maquinário, vinhos e destilados europeus para o Mercosul.
- Em contrapartida, facilita a entrada na Europa de carne, açúcar, arroz, mel e soja sul-americanos.
- A assinatura ocorre em meio a incertezas globais, com políticas protecionistas e protestos na União Europeia contra o tratado.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anunciou neste sábado 17, em Assunção, que a UE e o Mercosul optam pelo comércio justo em vez de tarifas, em preparação para a assinatura histórica de um acordo de livre comércio. O ato marca uma posição de parceria produtiva entre blocos.
O anfitrião da cerimônia foi o presidente paraguaio Santiago Peña, que ressaltou o diálogo e a cooperação após mais de 25 anos de negociação. Costa afirmou que o acordo representa abertura, intercâmbio e cooperação, diante de riscos de isolamento e de uso do comércio como arma geopolítica.
O acordo envolve os membros fundadores do Mercosul (Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai) e a União Europeia, somando mais de 700 milhões de consumidores em um mercado que corresponde a cerca de 30% do PIB mundial. O tratado elimina tarifas a mais de 90% do comércio bilateral.
Conteúdo e impactos
A assinatura prevê facilitação de exportações europeias de automóveis, maquinário, vinhos e bebidas destiladas para o Mercosul, ao mesmo tempo em que facilita entradas de carne, açúcar, arroz, mel e soja sul-americanos na Europa.
O pacto surge em meio a incertezas globais com protecionismo e possíveis tarifas ameaçadas por outras potências. Nos destacam também as proteções para setores específicos de cada lado durante a implementação.
As negociações se estenderam por mais de duas décadas, com participação de autoridades de alto nível de ambos os lados buscando estabilidade econômica e ganhos de longo prazo. O acordo ainda depende de ratificação formal pelos parlamentos dos países envolvidos.
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