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BRB diz que aporte do GDF por Master não afeta recursos para políticas públicas

BRB diz que eventual aporte do Distrito Federal não afetaria orçamento de políticas públicas, mesmo diante prejuízos do Master; auditoria investiga rombo e recompor capital

Fachada do prédio do banco de Brasília (BRB). Em março de 2025, o conselho do Banco BRB aprovou a compra de 58% do capital do Banco Master, valor estimado em R$ 2 bilhões. O acordo previa que o BRB, uma sociedade de capital e controlada majoritariamente pelo Governo do Distrito Federal (GDF). (Foto: Joédson Alves / Agência Brasil)
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  • O BRB afirmou que eventual aporte do governo do Distrito Federal não retiraria recursos do orçamento para políticas públicas.
  • O banco reconhece prejuízos relacionados ao escândalo do Banco Master, do qual é credor, e pode precisar de recursos públicos para cobrir o rombo.
  • Em nota, o BRB disse ter plano de recomposição de capital e que aportes do acionista controlador não afetam o orçamento de políticas públicas.
  • O BRB está passando por auditoria para apurar os prejuízos e havia a possibilidade de receber dinheiro público; Haddad negou ter pedido um aporte de 4 bilhões.
  • A instituição afirmou estudar a venda de ativos recuperados do Banco Master para fortalecer o patrimônio e ressaltou a importância do BRB para o desenvolvimento econômico e social do Distrito Federal.

O Banco de Brasília (BRB) afirmou nesta segunda-feira, 19, que eventual aporte financeiro do governo do Distrito Federal (GDF) não retiraria recursos previstos para políticas públicas. A declaração ocorre no contexto dos prejuízos causados pela relação financeira com o Banco Master, cuja liquidação deixou o BRB credor.

Segundo o BRB, caso haja necessidade de recomposição de capital, o banco possui um plano para isso. A instituição reforçou que eventuais aportes do acionista controlador, o GDF, não comprometem o orçamento destinado a políticas públicas. O comunicado também aponta que o BRB está passando por auditoria para apurar os prejuízos relacionados ao Master e que pode depender de recursos públicos.

Auditoria e cenário financeiro

Reportagem do jornal O Estado de S. Paulo informou que o deputado Haddad teria pressionado o GDF a aportar 4 bilhões de reais no BRB, sob pena de intervenção. Na segunda-feira, Haddad negou a cobrança. Em nota, o BRB garantiu que está sólido, com patrimônio suficiente e sem risco de intervenção.

O BRB afirmou ainda que avalia mecanismos para vender ativos recuperados do Banco Master. A instituição sustenta que tais operações fortaleceriam seu patrimônio e contribuiriam para o desenvolvimento econômico e social do Distrito Federal, beneficiando tanto a população local quanto regiões em que atua.

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