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Brasil aposta que redução da pobreza pode proteger a Amazônia

ARPA Comunidades amplia apoio a comunidades em reservas de uso sustentável da Amazônia, elevando a renda de cerca de 130 mil habitantes e reduzindo a pressão sobre a floresta

In the Chico Mendes Extractive Reserve, in Brazil’s western Amazon, daily life still depends on the forest. Families tap rubber, collect Brazil nuts, and manage small plots without clearing large areas. The reserve is named after Chico Mendes, the rubber tapper and labor leader murdered in 1988 for defending that way of life. More than three decades later, the logic he argued for — that forests are better protected when people can make a living from them — has returned to the center of Brazilian conservation policy.
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  • ARPA Comunidades foi anunciada no COP30 de Belém e foca em 60 reservas de uso sustentável na Amazônia, somando quase 24 milhões de hectares.
  • O objetivo, em quinze anos, é melhorar a vida de cerca de 130 mil pessoas e reduzir a pressão sobre as florestas.
  • O programa exige investimentos em energia básica, conectividade, cooperativas e cadeias de abastecimento locais, para aumentar a renda com produtos como açaí, castanha, cacau, borracha e peixe.
  • A ideia é que a prosperidade das comunidades sustente a conservação, complementando o financiamento de R$ 120 milhões gerido pela FUNBIO.
  • A iniciativa parte de uma evidência de que pequenas reduções da pobreza extrema na Amazônia podem levar a quedas significativas na taxa de desmatamento, fortalecendo o papel das comunidades na proteção florestal.

A região florestal da Reserva Extrativista Chico Mendes, no oeste da Amazônia brasileira, mantém a vida cotidiana ligada à floresta. Famílias extraem látex, castanha-do-pará e gerem pequenas áreas de cultivo sem desmatar grandes áreas. A reserva leva o nome do defensor dos seringais Chico Mendes, assassinado em 1988 por defender esse modo de vida.

O programa ARPA, criado pelo governo brasileiro em 2002 e apoiado por instituições como a WWF, reúne 120 áreas protegidas que abrangem mais de 60 milhões de hectares. Nos seus primeiros anos, concentrou-se em expandir áreas protegidas e estruturar financiamento de longo prazo, com resultados de redução de desmatamento em áreas sob ARPA entre 2008 e 2020.

Nova fase chamada ARPA Comunidades prioriza as comunidades que vivem em unidades de uso sustentável dentro da Amazônia. Anunciado na COP30, em Belém, o programa destina-se a 60 reservas, em quase 24 milhões de hectares, com expectativa de beneficiar cerca de 130 mil pessoas ao longo de 15 anos.

O foco é melhorar a renda local por meio de produtos como açaí, castanha, cacau, látex e pesca, além de fortalecer cooperativas e cadeias de suprimento locais. A iniciativa busca reduzir a pobreza extrema para reduzir a pressão sobre as florestas, mantendo a governança comunitária.

Pesquisas indicam que pequenas reduções da pobreza podem levar a quedas expressivas no desmatamento na Amazônia. Organizações apoiarem a continuidade da conservação depende de resultados reais de prosperidade para as comunidades envolvidas.

O modelo de financiamento do ARPA já mostrou efeitos fora do Brasil e pode servir de referência se o ARPA Comunidades obtiver sucesso. A ideia é manter a proteção florestal aliada a ganhos econômicos para a população local, evitando pressões para desmatamento.

Mudança de enfoque

A nova etapa enfatiza diretamente as comunidades de uso sustentável, ampliando o suporte a serviços básicos, conectividade e fortalecendo a economia local a partir de recursos extraídos da floresta. A meta é conciliar proteção ambiental com melhoria de renda, sem comprometer a integridade dos ecossistemas.

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