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Revolut solicita licença bancária plena no Peru em expansão na América Latina

Revolut busca licença bancária total no Peru para ampliar operação na América Latina, mirando remessas em mercado concentrado e competição com bancos locais

Revolut Applies for Full Banking License in Peru in Latin America Push
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  • Revolut pediu licença bancária completa no Peru, para ampliar sua atuação regulada na América Latina.
  • O mercado peruano é altamente concentrado, com quatro bancos principais respondendo por cerca de 82% dos empréstimos; a empresa pretende competir também por remessas.
  • Remessas têm papel central na estratégia, já que cerca de um milhão de pessoas no Peru dependem de dinheiro enviado do exterior; remessas pessoais atingiram 4,93 bilhões de dólares em 2024, segundo o Banco Mundial.
  • Se aprovada, a licença permitiria operar como credor regulamentado no Peru, somando-se a presença regional da fintech que já abrange México, Colômbia, Argentina e Brasil.
  • O contexto regional acompanha a expansão de cripto e stablecoins, com a Revolut avançando nesses serviços e registrando crescimento de pagamentos com stablecoins, incluindo conversões 1:1 com dólares em 2025.

Revolut solicitou uma licença bancária completa no Peru, ampliando sua aposta na América Latina. A medida visa ampliar a atuação regulada da fintech na região, conforme apurado pela Bloomberg.

A empresa, sediada em Londres, já atua no Peru por meio de serviços digitais, e a aprovação permitiria operar como credor plenamente regulamentado no país. A iniciativa integra o portfólio latino-americano da fintech, que já inclui México, Colômbia, Argentina e Brasil.

A solicitação ocorre em meio a um mercado bancário peruano altamente concentrado, com os quatro maiores bancos respondendo por cerca de 82% dos empréstimos, segundo o SBS. A liderança da Revolut Peru, Julien Labrot, afirmou que há espaço para aumentar a competição e ampliar o acesso aos serviços financeiros.

A estratégia concentra-se em remessas, setor relevante para o Peru, onde cerca de um milhão de pessoas dependem de dinheiro enviado do exterior. Dados do World Bank indicam que as remessas pessoais atingiram 4,93 bilhões de dólares em 2024.

A notícia também se insere no ritmo de expansão de ativos digitais na região, com a Revolut buscando consolidar serviços de criptomoedas e stablecoins. A companhia já elevou a disciplina de serviços financeiros digitais, incluindo conversões 1:1 para stablecoins nos EUA, anunciadas em outubro de 2025.

No cenário regional, fintechs da região avançam em pagamentos com stablecoins. Mercado Libre lançou stablecoin atrelada ao dólar no Brasil em 2024, e Nubank tem desenvolvimentos de pagamentos com stablecoins atrelados a produtos de crédito. Dados de Chainalysis evidenciam forte volume de transações cripto na América Latina entre 2022 e 2025, impulsionando a estratégia de players globais.

O uso de stablecoins na Revolut ganhou impulso entre 2025, com estimativas de alta de 156% no volume de pagamentos, atingindo cerca de 10,5 bilhões de dólares. Dados on-chain indicam crescimento consistente, com transações rotineiras entre 100 e 500 dólares representando boa parte do volume.

Estrutura de atuação e próximos passos

Caso aprovada, a licença permitiria à Revolut lançar produtos bancários localizados e competir diretamente com bancos incumbentes no Peru. A instituição também busca ampliar a penetração de serviços financeiros digitais como parte de seu ecossistema regional.

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