- Estudo aponta que a participação de marcas chinesas no Brasil pode chegar a 18% em 2030, frente 10% hoje.
- Em 2025, as vendas das associadas Abeifa somaram 137,9 mil veículos, alta de 31,7%, impulsionadas por modelos eletrificados.
- BYD respondeu por 81,8% das vendas das associadas no ano; GWM e Geely também ganharam espaço.
- Para 2026, espera-se aumento da participação chinesa com lançamentos, e o custo das baterias tem ficado abaixo de US$ 100 por kWh.
- O mercado de importados deve crescer de forma moderada em 2026, com juros altos e instabilidade cambial podendo frear aquisições, especialmente de veículos premium.
A fatia das marcas de origem chinesa nas vendas de automóveis no Brasil pode alcançar 18% até 2030, aponta estudo da Bright Consulting encomendado pela Abeifa. Hoje, a participação chega a 10%, em um mercado ainda dominado por Stellantis e Volkswagen.
O crescimento é impulsionado por modelos eletrificados, que lideraram o desempenho de 2025. As marcas GWM e Geely aparecem ao lado da BYD, que sozinha respondeu por 81,8% das vendas das associadas da Abeifa no último ano.
Para 2026, a Bright Consulting projeta alta da participação chinesa, com lançamentos anunciados pelas montadoras. A desvalorização de veículos elétricos começa a se igualar à de automóveis movidos a combustão, segundo a Abeifa.
A CEO da Abeifa, Denise Godoy, afirma que as novas entrantes ajudam o segmento de elétricos non premium a ganhar escala. Murilo Briganti, da Bright, diz que a China se consolidou como um player sistêmico, não apenas uma tendência.
A participação chinesa respondia por 25% das vendas globais de veículos em 2025, segundo a Bright. No México, Chile e Peru, os índices chegaram a 16%, 30% e 33%, respectivamente, refletindo o foco nas opções elétricas.
Avanços tecnológicos ajudam a reduzir custos: baterias passaram a ficar abaixo de US$ 100 por kWh no final de 2025 e no começo de 2026, segundo especialistas. Esse patamar facilita a competitividade dos elétricos frente aos modelos a combustão.
Entre os fatores que devem definir o futuro dos elétricos no Brasil, a Bright cita custo da bateria, escala local, previsibilidade regulatória do Programa Mover, velocidade de adoção pelo consumidor e disponibilidade de marcas tradicionais.
O papel dos importadores é visto como crucial para testar novos modelos e tecnologias em volumes menores, permitindo a modernização da indústria automotiva, segundo Briganti.
Perspectivas para 2026
O presidente da Abeifa projeta um crescimento baixo para o mercado de importados em 2026. O cenário de juros altos pode frear financiamentos e a demanda por carros premium, apontou Godoy.
Além disso, as incertezas globais e a volatilidade cambial podem limitar investimentos. Segundo o dirigente, muitas operações atendem empresários, o que aumenta a sensibilidade a condições macroeconômicas.
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