- O presidente sul-coreano, Lee Jae Myung, disse que tarifas de até cem por cento sobre importações de semicondutores dos EUA provavelmente elevariam os preços no país e nos Estados Unidos, minimizando preocupações sobre a medida.
- Segundo ele, a dominância de Coreia do Sul e Taiwan, entre oitenta e noventa por cento do mercado, pode repassar o imposto aos preços norte‑americanos; há salvaguardas no acordo comercial com os EUA para evitar desvantagens.
- Em 2025, as exportações da Coreia do Sul atingiram recorde de 709,4 bilhões de dólares, com semicondutores subindo 22% devido à demanda por inteligência artificial; as exportações de chips para os EUA representaram 8% do total de 173,4 bilhões de dólares.
- O maior mercado para chips sul‑coreanos continua sendo a China, seguido por Taiwan e Vietnã.
- Lee mencionou avanços diplomáticos para retomar o diálogo entre Coreia do Norte e os EUA, ressaltando a necessidade de uma abordagem pragmática diante de Pyongyang, que continua a acumular armas nucleares.
South Korea reage a proposta de tarifas dos EUA sobre chips, dizendo que tarifas de até 100% poderiam elevar preços nos EUA. Presidente Lee Jae Myung afirmou que haveria transferência de custos para consumidores americanos, dada a dominância sul-coreana e taiwanesa no setor.
Segundo Lee, companhias sul-coreanas e taiwanesas respondem por grande parte do mercado de semicondutores. Ele estimou que uma tarifa de 100% tende a repassar boa parte do custo aos preços internos dos EUA. A declaração ocorreu numa coletiva.
O presidente lembrou que a Coreia do Sul já possui salvaguardas no acordo comercial com os EUA para evitar desvantagem competitiva frente a Taiwan e outros concorrentes globais. Dados mostram forte demanda por IA impulsionando as exportações.
Desempenho comercial e câmbio
A Coreia do Sul registrou exportações recorde em 2025, de 709,4 bilhões de dólares, alta de 3,8% frente ao ano anterior. Semicondutores representaram 22% das remessas de chips, com demanda aquecida por IA.
As exportações de chips para os Estados Unidos corresponderam a 8% do total de 173,4 bilhões de dólares em semicondutores, enquanto a China continuou como principal destino, seguida por Taiwan e Vietnã.
Lee citou a fraqueza do won como ponto de atenção, mencionando expectativas de melhora para o nível em torno de 1.400 por dólar em um a dois meses. Observou que políticas domésticas sozinhas não bastam para estabilizar o câmbio.
Diplomacia e diálogo com Pyongyang
O presidente disse buscar esforços diplomáticos para reativar o diálogo com a Coreia do Norte, defendendo uma abordagem pragmática diante de Pyongyang, que continua a acumular armamentos nucleares. A ideia é conter a produção de materiais nucleares e evitar novos lançamentos.
Lee afirmou que seria difícil imaginar a Coreia do Norte abrindo mão de seu programa nuclear, mas reforçou a necessidade de impedir a exportação de material nuclear e a continuidade de desenvolvimento de mísseis ICBMs.
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