- A American Bankers Association colocou os rendimentos de stablecoins no topo da agenda de políticas para 2026, defendendo a proibição de juros, yield ou recompensas.
- 125 organizações de crypto e fintech rejeitaram as restrições como medidas protecionistas e criticaram a abordagem como prejudicial aos usuários.
- O debate no Senado sobre a estrutura de mercado de ativos digitais permanece emperrado, especialmente em relação às recompensas de stablecoins.
- Bancos afirmam que stablecoins com rendimento podem levar a grandes saídas de depósitos, reduzindo o crédito disponível para pequenas empresas e comunidades.
- A coalizão crypto/fintech sustenta que restrições adicionais seriam desproporcionais e apontam que programas de recompensas existem em outros serviços financeiros, como cartões de crédito.
O American Banking Association (ABA) colocou os rendimentos de stablecoins no topo de sua agenda de políticas para 2026, intensificando a campanha contra incentivos oferecidos por moedas digitais estáveis. Bancos afirmam que esses pagamentos podem comprometer a base de depósitos e a capacidade de crédito comunitário.
A agenda, chamada Blueprint for Growth, pede ao Congresso que impeça stablecoins de atuar como substitutos de depósitos, proibindo juros, rendimentos ou recompensas, independentemente da plataforma. O presidente da ABA, Rob Nichols, afirmou que as prioridades foram definidas com a colaboração de associações estaduais para ampliar crédito, competição e crescimento econômico.
A iniciativa ocorre em meio a negociações paralisadas no Senado sobre a estrutura de mercado de ativos digitais, com foco nas regras de rewards de stablecoins. Executivos de bancos destacam potenciais saídas de depósitos caso haja rendimentos em tokens, o que, segundo eles, pode impactar serviços financeiros tradicionais.
Ao mesmo tempo, uma coalizão de 125 organizações de cripto e fintech rejeitou restrições adicionais a rendimentos, afirmando que as propostas seriam protecionistas e não protegem consumidores. O grupo afirma que bancos já recebem recompensas em outros serviços de pagamento sem enfrentar restrições equivalentes.
Entre os signatários, estão Coinbase, PayPal, Stripe, Ripple e Kraken. A coalizão sustenta que limitar rewards além do que já é acordado em iniciativas específicas não é uma melhoria técnica nem um ajuste de proteção ao consumidor.
Também destacam divergências públicas sobre o impacto de rendimentos em stablecoins. Líderes da área afirmam que não há evidência de saídas maciças de depósitos de bancos comunitários, citando análises que contestam projeções de autoridades.
Os debates envolvem ainda propostas legislativas em diferentes comissões. Um rascunho de lei sobre estrutura de mercado cripto inclui proibição de pagar juros apenas por deter stablecoins, mas permite recompensas por atividades como staking ou provisionamento de liquidez, sob determinadas condições.
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