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Diretor do BC nega ter indicado compra de carteiras fraudadas

Banco Central nega que diretor de fiscalização tenha recomendado compra de carteiras fraudadas; afirma que, diante irregularidades, promoveu liquidação extrajudicial e coopera com investigações

Sede do Banco Central, em Brasília. (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)
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  • Banco Central afirma que o diretor de fiscalização, Ailton de Aquino, não recomendou a compra de carteiras fraudadas do Banco Master pelo BRB, que teriam custado R$ 12 bilhões.
  • A aquisição do Master pelo BRB foi barrada pelo BC após a identificação de irregularidades graves nos ativos avaliados.
  • O BC informou que Aquino abriu voluntariamente seus sigilos bancário, fiscal e de conversas mantidas com o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa.
  • A instituição ressaltou que a Supervisão agiu para prevenir impactos na liquidez do BRB e promover a possível liquidação extrajudicial do Conglomerado Master, quando cabível.
  • O BC afirma que é responsabilidade das instituições financeiras analisar a qualidade dos créditos adquiridos e manter controles internos; Aquino colaborou com investigações, apresentando informações aos órgãos competentes.

O Banco Central negou, nesta sexta-feira, que o diretor de fiscalização Ailton de Aquino tenha recomendado a compra de carteiras fraudadas do Banco Master pelo BRB, operação que teria custado 12 bilhões de reais. A instituição afirma que a aquisição foi impedida por irregularidades graves identificadas nos ativos.

A nota oficial detalha que Aquino não orientou a operação e que abriu voluntariamente seus sigilos bancário, fiscal e de conversas com o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, para esclarecer o caso. Além disso, a área de Supervisão, sob sua orientação, acionou medidas para evitar novas operações com impactos à liquidez do BRB.

O BC aponta que, para evitar riscos, promoveu medidas prudenciais preventivas ao BRB, e chegou a propor a liquidação extrajudicial das instituições do Conglomerado Master, com base nos ilícitos identificados. A autarquia reforça a necessidade de monitorar liquidez em toda instituição financeira.

Segundo o BC, a missão institucional é acompanhar a liquidez das instituições e operações de ativos entre bancos, para manter a estabilidade do Sistema Financeiro Nacional e proteger depositantes e credores. O monitoramento é feito dentro da legislação vigente.

A nota também enfatiza que cada banco é responsável pela análise de qualidade dos créditos adquiridos no mercado, devendo manter controles internos adequados para gerenciar riscos. A atuação do BC busca justamente evitar impactos negativos ao sistema.

Ao final, o BC informa que Aquino se colocou à disposição do Ministério Público Federal e da Polícia Federal, fornecendo informações bancárias, fiscais e registros de conversas, inclusive com o ex-presidente do BRB. O diretor renunciou formalmente ao sigilo para colaborar com as investigações.

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