- A prata passou a valer mais de US$ 100 por onça em Nova York pela primeira vez na história; o ouro atingiu US$ 4.989 por onça e a platina, US$ 2.750 por onça, enquanto o cobre ficou acima de US$ 6,00 por libra.
- A alta tem fundamentos industriais: demanda aquecida pela transição energética e oferta restrita para prata, cobre e platina.
- Fatores geopolíticos e risco sistêmico elevam a demanda por proteção de longo prazo, destacando o ouro como proteção patrimonial.
- Investidores podem entrar no ouro e na prata por meio de ETFs na B3 e de Brazilian Depositary Receipts (BDRs) que replicam ativos estrangeiros; é possível operar em reais com exposição aos preços internacionais.
- Exemplos citados no material incluem ETFs e BDRs como GLDX11, BIAU39, GOLD11, SIVR39, BSIL39, BSLV39, BCPX39 e BPIC39.
A sexta-feira (23) ficou marcada por recordes no preço de metais, impulsionados por fatores industriais e financeiros. A prata ultrapassou pela primeira vez US$ 100 a onça em Nova York, enquanto o ouro atingiu quase US$ 5 mil. Outros metais também registraram máximas históricas.
O ouro chegou a US$ 4.989 por onça (28,8 g), alta de 1,1% no dia e 78,7% em 12 meses. A platina superou US$ 2.750 por onça, com avanço de 187% em 12 meses. O cobre superou US$ 6,00 por libra, com ganho de 38,3% em 12 meses. A prata liderou o movimento entre os metais.
A alta não é apenas especulativa. Analistas apontam demanda industrial aquecida pela transição energética, aliada a riscos geopolíticos e à restrição de oferta. Prata, cobre e platina devem manter tração devido a usos em energia limpa e indústria eletrônica.
Motivos da alta
O cenário geopolítico elevou a percepção de risco, com tensões na Ucrânia, no Oriente Médio e incertezas globais. Investidores passaram a buscar proteção em ativos reais, como ouro, prata e outros metais. A diversificação ganhou espaço fora dos EUA, impulsionando a demanda em mercados emergentes.
Bancos centrais passaram a reforçar estoques de ouro, reforçando o movimento de valorização. A busca por ativos que protejam valor diante de volatilidade reforça o papel do metal como reserva de longo prazo, além de usos industriais para o ouro.
Como investir
O ouro pode ser acessado por meio de instrumentos financeiros na B3, como ETFs e BDRs. Esses ativos acompanham preços no exterior e são negociados em reais, com relação cambial atrelada ao dólar. A volatilidade segue elevada, sem renda de dividendos.
Os leitores podem considerar ETFs de ouro, prata e metais correlatos. Também existem opções em BDRs que replicam índices internacionais de mineração. O investimento requer cadastro em plataforma de distribuição de produtos financeiros e negociação no pregão.
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