- Déficit em transações correntes ficou em 3,02% do PIB em 2025, estável frente os 3,03% de 2024.
- Investimentos diretos no país somaram US$ 77,676 bilhões em 2025, equivalentes a 3,41% do PIB, ante US$ 74,091 bilhões em 2024 (3,39% do PIB).
- Banco Central afirma que o déficit externo é inteiramente financiado pelos fluxos de investimento direto, a principal fonte de financiamento do balanço de pagamentos.
- Em dezembro, déficit em transações correntes foi de US$ 3,363 bilhões; balança de bens registrou superávit de US$ 8,814 bilhões no mês.
- Acumulado de 2025 mostra saldo negativo de US$ 68,791 bilhões nas transações correntes; renda primária com déficit de US$ 81,347 bilhões e serviços com déficit de US$ 52,940 bilhões.
A conta externa brasileira terminou 2025 com déficit de 3,02% do PIB, queda em relação aos 3,03% de 2024. O resultado aponta para uma estabilidade a partir do financiamento por fluxos de investimento direto estrangeiro (IDE). Dados foram divulgados pelo Banco Central nesta segunda-feira.
O IDE somou US$ 77,676 bilhões em 2025, equivalente a 3,41% do PIB, ante US$ 74,091 bilhões em 2024 (3,39% do PIB). O BC destaca que o déficit de transações correntes foi inteiramente financiado por IDE, a principal fonte de financiamento do balanço de pagamentos.
Para o economista Leonardo Costa, do ASA, a composição de 2025 mostra melhora: balança comercial mais favorável e queda do déficit em serviços. A projeção para 2026 é de déficit externo mais baixo, com ajuste contínuo da balança comercial.
Dados principais
O rombo mensal de dezembro foi de US$ 3,363 bilhões nas transações correntes, bem abaixo da expectativa de US$ 5,3 bilhões. O menor saldo de dezembro desde 2015 indica melhoria sazonal relevante.
No agregado, o saldo negativo acumulado de transações correntes em 2025 ficou em US$ 68,791 bilhões (R$ 362,89 bilhões). O resultado de 2024 foi de US$ 66,168 bilhões (R$ 349,05 bilhões).
As entradas de IDE em dezembro foram negativas, em US$ 5,248 bilhões (R$ 27,68 bilhões), frente a uma expectativa de saída de apenas US$ 1 bilhão. O valor ficou entre os mais baixos da série histórica do BC para meses de dezembro.
Desempenho por componentes
O mês apresentou remessas de lucros ao exterior com saída líquida elevada, com participação no capital negativa em US$ 7,3 bilhões (R$ 38,51 bilhões) e lucros reinvestidos saindo em US$ 11,4 bilhões (R$ 60,14 bilhões). As operações intercompanhia tiveram ingressos líquidos de US$ 2,1 bilhões (R$ 11,08 bilhões).
A renda primária registrou déficit de US$ 9,224 bilhões (R$ 48,66 bilhões) em dezembro, contribuindo para o saldo negativo de US$ 81,347 bilhões (R$ 429,12 bilhões) no ano.
A balança comercial de bens foi favorável em US$ 8,814 bilhões no mês, elevando o saldo anual a US$ 59,952 bilhões (R$ 316,26 bilhões). Em serviços, o rombo de dezembro ficou em US$ 3,816 bilhões, somando US$ 52,940 bilhões (R$ 279,27 bilhões) em 2025.
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