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Como o PicPay saiu de prejuízo bilionário a IPO nos EUA

PicPay mira IPO nos EUA com até US$ 2,5 bilhões, sinalizando virada para crédito e recuperação após prejuízos

O crédito foi a alavanca que ajudou o PicPay a sair de um prejuízo de R$ 1,9 bilhão em 2021 para um lucro de R$ 252 milhões em 2024
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  • PicPay busca abrir capital nos Estados Unidos com valor de mercado de até US$ 2,5 bilhões, sendo o primeiro IPO brasileiro desde o Nubank, em 2021.
  • A empresa, controlada pela família Batista, migrou de carteira digital para fintech com foco maior em crédito, após a pandemia ampliar demanda por serviços digitais.
  • A virada para o lucro veio após prejuízo de R$ 1,9 bilhão em 2021; em 2024 o lucro foi de R$ 252 milhões, e nos primeiros nove meses de 2024 o resultado líquido foi de R$ 314 milhões.
  • Em dezembro, havia sessenta e sete milhões de contas abertas; o grupo recebeu cerca de R$ 804 milhões em capitalização em 2025 para sustentar a expansão de crédito.
  • Entre movimentos recentes, o PicPay fechou aquisição da seguradora Kovr (ainda sujeita a aprovação) e ampliou operações com a compra da operação de varejo do Original; o IPO deve financiar o crescimento.

O PicPay, carteira digital que se transformou em fintech com negócios diversificados, acertou nos últimos meses a janela para um IPO nos EUA. A oferta busca valor de mercado de até US$ 2,5 bilhões e pode abrir o caminho para o primeiro IPO brasileiro desde a Nubank, em 2021.

A operação vem em um momento de maior demanda por ativos de mercados emergentes. Segundo a Bloomberg News, o interesse excedeu a oferta em mais de três vezes até a sexta-feira. A empresa é controlada pela família Batista.

Contexto e transformação

Fundado em 2012 e adquirido pelos Batista em 2015, o PicPay é hoje o terceiro maior banco digital do Brasil em base de clientes, mas atua em várias frentes além da carteira digital. O império dos Batista abrange ainda áreas como mineração e higiene pessoal.

A virada de negócios ocorreu na última década, com foco ampliado em crédito à medida que o Pix intensificou a competição entre bancos. Executivos vindos de Itaú, Banco do Brasil e Elo passaram a conduzir a mudança.

O CEO Eduardo Chedid e o presidente do conselho, José Antonio Batista, lideram a nova fase. Caso o IPO se confirme no topo da faixa, o patrimônio combinando de Batista e Chedid ficaria próximo de US$ 101 milhões.

Detalhes financeiros

O crédito foi responsável pela reversão de perdas para lucros. O prejuízo de R$ 1,9 bilhão em 2021 deu lugar a lucro de R$ 252 milhões em 2024. Nos primeiros nove meses do ano, o lucro líquido somou R$ 314 milhões.

Entre 2024 e 2025, o PicPay realizou aportes para sustentar a expansão de crédito e cumprir requisitos regulatórios. O grupo recebeu cerca de R$ 804 milhões em injeções de capital em 2025.

Expansão e operações

Em dezembro, o PicPay tinha 67 milhões de contas ativas, ficando atrás apenas de Nubank e Mercado Pago em tamanho de base. O foco atual é ampliar produtos de crédito para sustentar o crescimento.

Entre as operações recentes, o PicPay fechou acordo para adquirir a seguradora Kovr, ligada ao Banco Master. A conclusão depende de aprovações regulatórias; a empresa alerta que a liquidação do banco pode impactar o negócio.

Perspectivas de mercado

A oferta de ações pretende aproveitar o momento favorável aos ativos de mercados emergentes e o apetite por empresas brasileiras exibidas no exterior. A operação está sendo avaliada em meio a expectativas de demanda robusta de investidores.

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