- O mercado de criptomoedas subiu 2,2% nas últimas 24 horas, atingindo US$ 3,12 trilhões; 90 das 100 principais moedas tiveram alta.
- Bitcoin (BTC) subiu 1,7%, a US$ 89.419, e Ethereum (ETH) avançou 3,8%, a US$ 3.020; o BTC também reagiu no início das negociações na Ásia.
- Entre as dez maiores, Tron (TRX) caiu 0,7% e Binance Coin (BNB) subiu 3,4%.
- Hyperliquid (HYPE) teve a maior alta do dia, com +25,3%; Canton (CC) avançou 9,4% para US$ 0,1655; River (RIVER) caiu 9,3% para US$ 54,55.
- Os ETFs de BTC e ETH nos EUA registraram saídas, com fluxos líquidos de US$ 56,35 milhões (BTC) e US$ 12,36 bilhões no total; Dakota do Sul reintroduziu projeto para investir até 10% de fundos públicos em BTC.
O mercado de criptomoedas encerrou a sessão em alta nesta quarta-feira (UTC). A capitalização total subiu 2,2% nas últimas 24 horas, fechando em US$ 3,12 trilhões. Do topo 100, 90 ativos tiveram ganhos, e o volume total de negociações ficou em US$ 128 bilhões.
Entre os destaques, o Bitcoin (BTC) avançou 1,7%, cotado em US$ 89.419,00. O Ethereum (ETH) subiu 3,8%, negociado a US$ 3.020,00. Binance Coin (BNB) teve ganho de 3,4%, a US$ 905,00, enquanto Tron (TRX) caiu 0,7% para US$ 0,2921.
Hyperliquid (HYPE) liderou os ganhos com alta de 25,3% e fechamento em US$ 34,62. Canton (CC) subiu 9,4% para US$ 0,1655. Do lado negativo, River (RIVER) caiu 9,3%, a US$ 54,55, seguindo-se Provenance Blockchain (HASH), que recuou 7,6% para US$ 0,02531. Demais ativos registraram quedas de até 3%.
ETH em zona de equilíbrio
Matt Hougan, diretor de investimento da Bitwise, afirmou que o setor tem uma janela de três anos para demonstrar utilidade prática. Segundo ele, a evolução regulatória nos EUA pode influenciar o ritmo do setor. ETH é visto por analistas como estando em uma zona de equilíbrio para muitos detentores.
O analista Chris Beamish, da Glassnode, destacou que ETH opera em nível de equilíbrio que pode definir o próximo movimento. Segundo ele, manter a cotação nesse patamar sugere absorção e base sólida; uma ruptura pode reduzir o suporte.
Nic Puckrin, da Coin Bureau, afirmou que BTC precisa superar o marco de US$ 100 mil. Em seus comentários, ele disse que o avanço acima desse nível moldaria o momentum, enquanto permanecer abaixo pode favorecer um movimento de baixa. Ele destacou que o próximo mês será crucial para confirmar ou não um novo ciclo de baixa.
Observações de níveis e fluxos
Às 9h (horário de Brasília), BTC operava em US$ 89.419, após abrir em cerca de US$ 87.990 e tocar mínimas intradiárias de US$ 87.315. A cotação oscilou entre piso de US$ 86.000 e teto próximo de US$ 90.000. Uma quebra de US$ 90.000 pode abrir caminho para US$ 91.500–93.000.
ETH alcançou alta intradiária de US$ 3.028 após drift de US$ 2.899 para cima. Na semana, avançou cerca de 2%, movendo-se entre US$ 2.801 e US$ 3.044. Caso haja impulso, as próximas barreiras aparecem em US$ 3.100, 3.180 e 3.220.
O índice de sentimento do mercado cripto mostrou melhoria, ainda assim permanece na zona de medo, em 34 pontos. Ele havia ficado em 29 nas duas sessões anteriores.
Fluxos de ETFs e cenário regulatório
Os ETFs de BTC à vista nos EUA registraram saídas de US$ 147,37 milhões na terça-feira, elevando o saldo líquido total de entradas para US$ 56,35 bilhões. Doze ETFs, dois registraram saída de recursos; BlackRock deixou US$ 102,81 milhões e Fidelity US$ 2,79 milhões.
Para ETH, os fluxos também mostraram saída de US$ 63,53 milhões na sessão de terça. O total líquido de entradas fica em US$ 12,36 bilhões. Grayscale ETH Mini Trust aportou US$ 9,99 milhões; BlackRock teve saídas de US$ 58,97 milhões e Grayscale, US$ 14,55 milhões.
Movimento institucional e cenário estadual
Na esfera institucional, uma legisladora de South Dakota reapresentou projeto que permite investir até 10% de fundos públicos em BTC. A proposta altera estatutos de investimento público e autoriza o State Investment Council a expor parte dos recursos ao BTC por meio de detenção direta, custodiante qualificado ou produtos negociados regulamentados.
O comportamento do mercado de criptomoedas continua sensível a dados macroeconômicos e a debates regulatórios, com volatilidade típica de curto prazo. Investidores seguem monitorando a evolução de ativos, fluxos de capitais e sinais de política pública.
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