- Maud Bailly, executiva francesa, atua como CEO do Sofitel, Sofitel Legend, MGallery e Emblems, marca de luxo do grupo Accor.
- A Accor é um dos maiores grupos hoteleiros do mundo, com 5.760 hotéis globalmente e valor de mercado de 10,8 bilhões de euros em 15 de janeiro.
- O Sofitel opera 119 hotéis no mundo; cerca de um terço está em reforma, com 39 novos hotéis em pipeline até 2030.
- A marca planeja abrir o Sofitel Rio de Janeiro Ipanema até o final de 2026 (172 quartos), além de reformas em Sofitel New York e Sofitel Montreal Golden Mile.
- Em relação à IA, Bailly cita usos sustentáveis (redução de desperdício de alimentos em 50% a 60% com Winnow Solutions e Orbisk) e projetos de automação/back office com a plataforma Duve, além de discutir impactos no planejamento de viagens e na visibilidade online por meio de IA.
Maud Bailly, CEO das marcas Sofitel, Sofitel Legend, MGallery e Emblems, compartilha como a IA pode transformar o planejamento de viagens no setor de luxo. A leitura é baseada em entrevista feita durante a ILTM, em dezembro passado.
A executiva francesa, à frente de quatro marcas da Accor, discute a estratégia de adaptação a um futuro guiado por IA. Ela frisa que a IA não substitui o humano, mas pode reconfigurar planejamento e personalização no setor.
A Accor, grupo com 5.760 hotéis globalmente e valor de mercado de 10,8 bilhões de euros, é o cenário de referência para a expansão do Sofitel. Bailly busca reposicionar a marca diante de um mercado em evolução tecnológica.
O Sofitel opera 119 hotéis, com aproximadamente um terço em reforma. Há 39 novos empreendimentos no pipeline até 2030, em destinos como Índia, Arábia Saudita e Egito. A meta inclui o Brasil, com o Sofitel Rio de Janeiro Ipanema previsto para 2026.
Bailly adianta que o uso de IA ocorre principalmente nos bastidores, para reduzir desperdício, melhorar governança e dados operacionais. Ela cita parcerias com Winnow Solutions e Orbisk para monitorar desperdício alimentar.
Segundo a executiva, a IA já gerou reduções entre 50% e 60% no desperdício mensal de alimentos, gerando economia e menor emissão de carbono. A experiência também envolve eliminar plásticos de uso único.
A CEO destaca que o projeto inclui sistemas de filtragem de água em hotéis, como no Sofitel Le Scribe Paris Opéra, para reduzir o uso de garrafas plásticas. A prática ganhou reconhecimento no Relatório de Sustentabilidade de 2024.
Uma das apostas é a plataforma Duve, que promete maior automação e relatório de dados. O objetivo é liberar equipes para o atendimento aos hóspedes e a criação de experiências personalizadas.
Na visão de Bailly, a IA deve mudar a forma como os viajantes de luxo planejam suas viagens. O espectro inclui a evolução do ranqueamento em IA e a monetização de espaço em plataformas de recomendação, além das redes sociais.
Para a executiva, o maior desafio reside em antecipar o comportamento do consumidor na busca por hotéis. Ela cita o uso atual de Google e Meta, mas aponta que ferramentas de IA podem alterar a visibilidade das marcas.
A entrevistada afirma que o futuro da IA na hospitalidade passa pelo atendimento a clientes e pela personalização de experiências, sem reduzir postos de trabalho. Adoção deve preceder retorno financeiro mensurável.
Sobre ROI, Bailly destaca resultados em ESG, com redução de desperdício de alimentos. Ela cita um investimento único de US$ 15 mil, que se traduz em economia de cerca de cinco vezes o valor gasto.
Entre na conversa da comunidade