- O ministro Dias Toffoli encaminhou à Procuradoria-Geral da República a orientação sobre se o inquérito aberto para investigar influenciadores ligados ao Banco Master deve permanecer no STF ou seguir para a primeira instância.
- O caso tramita sob sigilo no gabinete de Toffoli, incluindo os outros processos envolvendo o Banco Master.
- A apuração investiga suposta ação coordenada de representantes do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, com contratação de influenciadores para atacar o Banco Central pela liquidação da instituição.
- Aproximadamente quarenta e seis perfis teriam sido acionados para disseminar a ideia de erro técnico na liquidação, com vídeos para favorecer decisões judiciais e questionar a atuação da autoridade monetária.
- Os contratos com influenciadores teriam chegado a até R$ 2 milhões, com cláusulas de confidencialidade, e o caso envolve nomes como os influenciadores Rony Gabriel e Juliana Moreira Leite; o esquema ficou conhecido como “Projeto DV”.
O ministro Dias Toffoli, do STF, encaminhou à PGR nesta quinta-feira (29) a análise de um inquérito aberto para investigar a contratação de influenciadores digitais que teriam atacado o Banco Central por meio da liquidação do Banco Master. A apuração foi iniciada a pedido da Polícia Federal e colocada em sigilo no gabinete de Toffoli, assim como os demais processos envolvendo a instituição financeira.
Segundo a Gazeta do Povo, Toffoli pediu à PGR que se pronuncie sobre a competência da Corte para conduzir a investigação ou se o caso deveria tramitar na primeira instância. Não há prazo divulgado para a manifestação.
A solicitação da PGR ocorreu após o reforço do sigilo absoluto aos autos, imposto ao deslocar o caso para o gabinete do ministro. O sigilo impede divulgação e dificulta o trabalho da PF, inclusive na tomada de depoimentos, que ocorreu no STF.
O inquérito investiga a possibilidade de coordenação por representantes do empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, na contratação de influenciadores para desacreditar o Banco Central e justificar a liquidação. A apuração também mira a atuação de entidades ligadas ao setor bancário, como a Febraban.
De acordo com a investigação, ao menos 46 perfis teriam sido acionados para veicular mensagens criticando a autoridade monetária, com o objetivo de pressionar instituições de controle. Testemunhas relatam que uma agência associada ao bancário estaria por trás das abordagens.
Relatos indicam que o plano envolvia produção de vídeos para fortalecer decisões judiciais favoráveis ao Master e atenuar críticas à atuação do Banco Central. Documentos e depoimentos já coletados embasam as apurações, segundo fontes da investigação.
O caso ganhou repercussão após declarações de influenciadores de direita, como Rony Gabriel e Juliana Moreira Leite, que teriam recebido propostas para defender o Master. O inquérito ficou conhecido como Projeto DV, pelas iniciais de Daniel Vorcaro.
Segundo apurações, contratos com influenciadores teriam valores elevados, chegando a cerca de 2 milhões de reais, com cláusulas de confidencialidade e multas por quebra de sigilo. Documentos obtidos indicam inclusive as iniciais do empresário como referência.
As investigações sugerem que os ataques buscavam associar a liquidação a articulações políticas, como apoio de setores da esquerda ou do Centrão. A hipótese de reversão da decisão no Tribunal de Contas da União já foi descartada pelo próprio TCU.
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