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Peru investe US$ 7,6 bilhões para continuar mineração de minerais críticos

Peru anuncia investimento de US$ 7,6 bilhões para ampliar oito minas, com foco em infraestrutura e segurança, mas com riscos ambientais

Peru plans to upgrade infrastructure and efficiency at many of its largest mine sites. Image courtesy of MINEM.
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  • Peru irá investir US$ 7,6 bilhões para ampliar e modernizar operações de oito minas que exploram zinco, chumbo, estanho, prata, cobre e ouro.
  • Os recursos visam melhorar infraestrutura, segurança e eficiência, potencialmente alongando a vida útil dessas minas, principalmente em Arequipa, Puno e Pasco.
  • Entre os projetos estão as minas Huancapetí, San Rafael, Colquijirca, Pampa de Pongo, Cerro Verde e Zafranal, com foco em expansão de processamento e extração.
  • Huancapetí passará de 3,5 mil para 10 mil toneladas por dia; Colquijirca migrará de mineração a céu aberto para mineração subterrânea, mantendo operação por cerca de 13 anos.
  • Há relatos de protestos e tensões com comunidades locais por consultas não efetuadas e disputas sobre terras, além de impactos ambientais anteriores em alguns casos.

Peru vai investir US$ 7,6 bilhões neste ano para reforçar o setor de mineração, ampliando operações e infraestrutura em oito sítios minerais. Os recursos visam melhorias de segurança, eficiência e duração das minas, incluindo zínco, chumbo, estanho, prata, cobre e ouro. A medida busca fortalecer a participação peruana na cadeia de suprimentos de tecnologias de energia limpa.

O Ministry of Energy and Mines informou que o montante será aplicado em grandes projetos de infraestrutura, processamento e ampliação de vida útil de minas já em operação. Entre os locais beneficiados estão as minas Pampa de Pongo, Cerro Verde e Zafranal, na região Arequipa, bem como Corani, em Puno, e Huarón, em Pasco. Outros empreendimentos ganharão área de lavra e melhorias operacionais.

Investimento e impactos previstos

A maior parte dos recursos será destinada à modernização de plantas, melhoria de segurança e expansão de capacidade. Em Huancapetí, por exemplo, a produção diária deve subir de 3.500 para 10.000 toneladas, segundo a Senace. A empresa alvo é Minera Lincuna, que extrai chumbo, prata e zinco.

Desdobramentos ambientais e sociais

Ao ampliar o uso da terra e o processamento mineral, o projeto pode alterar padrões de uso do solo e qualidade da água. A Senace avaliou impactos como moderados ou baixos para algumas fases, mas comunidades locais relatam disputas sobre consultas prévias e danos anteriores. Não houve comentários oficiais das empresas envolvidas até o momento.

Outros projetos e controvérsias

A San Rafael, de Minsur, em Puno, planeja ocupar 108 hectares para lavra e obras associadas, com possíveis alterações na qualidade da água. A avaliação ambiental apontou movimento de solo, mas impactos classificados variam entre moderados e não significativos. A região tem histórico de conflitos entre comunidades e mineradoras.

Colquijirca e continuidade da operação

A Colquijirca, de El Brocal, em Cerro de Pasco, será convertida de lavra a céu aberto para mineração subterrânea, com mais de 160 km de túneis previstos. A mudança visa manter a operação por cerca de 13 anos, segundo relatório da Senace. As alterações apontam para maior aprofundamento técnico e prolongamento da atividade.

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